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Arquiteto e Urbanista, sócio fundador do escritório FAUST arquitetura em 2005, trabalhando no mercado de arquitetura, engenharia e design. Graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC em 2004.Pós-graduado em Espaço celebrativo litúrgico e arte-sacra na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia [FAJE].
Assina a autoria de 108 Igrejas, 22 salões paroquiais, 18 centros de evangelização, 5 sedes de ação social e 8 casas paroquiais, em 13 estados, 57 cidades no Brasil e no México. Além disso participou em outros projetos e obras como consultor. Ministra palestras e Cursos em Arquitetura Sacra. Escreve artigos para a revista Paróquias e Casas Religiosas de São Paulo.


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segunda-feira, 9 de julho de 2012

■ EQUIPE DE CANTO | Coro

Com a expansão do Cristianismo e após o Édito e Milão em 313, as celebrações feitas em casas [Domus Ecclesia] ganharam grandes construções que deram suporte a demanda de fiéis. As Basílicas [Pórtico Real, morada do Basileu] utilizadas como mercados e audiências públicas foram convertidas em Igrejas. A primeira foi a Basílica do Palácio, da Mulher do Imperador Constantino I. Com o tempo as Basílicas passaram a ser utilizadas exclusivamente para o culto Cristão.

As Basílicas são dotadas de uma grande nave central, com duas alas laterais de pé direito mais baixo, separadas por colunatas, aos fundos uma abside.

BASÍLICA PALEOCRISTÃ



Os elementos litúrgicos variavam de posição, o ambão na maioria dos casos próximo ao centro, a sédia e o altar variavam entre a abside e o centro. O coro sempre próximo ao centro. Num segundo momento o coro ganhou um espaço exclusivo em frente a abside com os cantores dispostos em linhas paralelas as laterais. 

ESQUEMA BASÍLICA
ESQUEMA BASÍLICA


 A partir do séc VI e VII a liturgia deixa de ser participativa e aos poucos torna-se exclusiva do clero. Com isso temos o surgimento de elementos como, a   tela do coro e o cancelo, que setorizam a Igreja  afastando a assembleia da liturgia.


Em catedrais temos em ordem: Assembléia; tela do coro [parede ornamentada com uma porta ao centro e sobre ela o cruzeiro]; o coro com suas cadeiras dispostas em linhas paralelas as laterais; um cancelo [muro balaustrado de altura baixa]; espaço da cátedra, ambão e presbíteros; aos fundos o altar-mor.

PLANTA BAIXA CATEDRAL INÍCIO SEGUNDO MILÊNIO



BANCOS DO CORO DA CATEDRAL DE SANTA CECÍLIA EM ALBI AO FUNDO TELA DO CORO

O coro estava diretamente ligado o orgão de tubos, no ritual de bençãos temos a benção do orgão: 1064 - (...) Os coros do Anjos Vos louvam, sempre obedientes a vossa vontade(...), queremos unir as nossas vozes à harmonia universal da criação.

ORGÃO CATEDRAL DE REIMS

Estes órgãos são em sua maioria locados em partes altas da nave, geralmente nos mezaninos laterais e no mezanino sobre a entrada. Sendo assim o coro também foi para os mezaninos para que o órgão pudesse acompanha-los mantendo uma unidade acústica. Hoje é tradição chamar os mezaninos de coro, mesmo que não seja dado este uso. 

A indicação litúrgica do local da equipe de canto para as Igrejas pós Concílio Vaticano II,  é de que ela faz parte da assembléia, e que deva estar voltada para aonde acontecem as ações rituais e nunca de frente para a assembléia. 

Então temos equipe de canto no mesmo patamar da assembléia sem nenhum tipo de elevação, voltado para o presbitério geralmente ao lado. Os mezaninos são projetados para assembléia, logo a equipe de canto locada nestes espaços também atende a indicações. 

Hoje nem toda Igreja tem um coro, se considerarmos que um coro é um grupo de vocalistas que basicamente com vozes devam contemplar toda harmonia e melodia da musica. Como na maioria das vezes os coros das igrejas cuidam somente da melodia faz-se necessário instrumentos sendo um coro não harmonizado. Assim chamamos hoje de "equipe de canto" ou "ministério da musica" em muitas comunidades ainda vemos ótimos coros. Em Florianópolis na Paróquia NS da Boa Viagem temos este exemplo, grupos independentes também mantêm a tradição.

■ Vídeo do grupo Cantus Firmus de Florianópolis.








3 comentários:

  1. Oi Eduardo, parabéns pelo blog, aos poucos estou lendo suas postagens mais antigas e aprendendo com elas. Tenho uma dúvida, estou ajudando uma comunidade aqui de Santos chamada Santa Rita, já fiz agumas peças para ela como quadros, suporte para o leitor e para a cruz processional, e provavelmente farei o ambão e o altar. Só que o espaço da capela durante a semana é usado como creche e aos sábados é feita catequese e missa, então estas peças têm que ser móveis. Existe alguma regra ou dimensões mínimas para a execussão delas? Se puder me dar alguma dica ou indicar algum livro ou site fico agradecido.

    Sérgio.

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    1. Oi Sergio.

      Os documentos da Igreja não especificam dimensões mas temos a interpretações dos especialistas em liturgia. Altar não deve ser proporcional a Igreja, logo ele não precisa ser grande o Altar quadrado é o mais aceito, a altura dele por experiencia digo que 1metro é ótimo. O Ambão 1,20m no início da inclinação, sua largura deve ser dimensionada conforme o tamanho do evangeliário. A sédia é um ponto de interpretação vasto pois não deve ser uma cadeira simplesmente mas também não deve parecer um trono.
      O mais importante, a base é que o Altar, o ambão e a sédia tenham a mesma linguagem e material, este material deve ser nobre, madeira, pedra, concreto aparente, sempre materiais que na sua porção externa represente a sua porção interna.
      E esta tríade deva ser desenhada com simplicidade sem duplicidade de símbolos, e com riqueza estética.
      Grande Abraço

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    2. Obrigado pelas dicas, vou esperar a confirmação da encomenda mas já farei alguns estudos baseados nestas medidas. As outras peças executei em madeira com entalhes e aplicação de marchetaria e o desenho nas bases seguindo um padrão octogonal. Estou preparando as fotos e futuramente postarei no meu blog.
      Mais uma vez, obrigado pela atenção e parabéns pelo seu trabalho.

      Sérgio Barros.

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