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Arquiteto e Urbanista, sócio fundador do escritório FAUST arquitetura em 2005, trabalhando no mercado de arquitetura, engenharia e design. Graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC em 2004.Pós-graduado em Espaço celebrativo litúrgico e arte-sacra na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia [FAJE].
Assina a autoria de 108 Igrejas, 22 salões paroquiais, 18 centros de evangelização, 5 sedes de ação social e 8 casas paroquiais, em 13 estados, 57 cidades no Brasil e no México. Além disso participou em outros projetos e obras como consultor. Ministra palestras e Cursos em Arquitetura Sacra. Escreve artigos para a revista Paróquias e Casas Religiosas de São Paulo.


CONTATO

arq.Eduardo.Faust | CAU A44041-8 | FAUST arquitetura | CAU 33490-1

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sábado, 22 de dezembro de 2012

■ Cathédrale Notre Dame de l'Assomption - Port-au-Prince - HAITI


■ Cathédrale Notre Dame de l'Assomption  
Catedral de Nossa Senhora da Assunção.

■ Architecture: FAUST■archtecture
Location: Port-au-Prince, Haiti
Design and concept: Arq. Eduardo Faust
Project Year: 2012
Thanks to Osiris Filho





■ Concurso Internacional  Design Competition
Sismo do Haiti, assim foi intitulada a catástrofe ocorrida em 12 de janeiro de 2010 que somou mais de 80 mil mortes e devastou as cidades atingidas, entre elas a Catedral de Porto Príncipe.
Esta proposta foi desenvolvida para o concurso internacional realizado por dioceses dos Estados Unidos da America. 

Sismo do Haiti, so was entitled to disaster on 12 January 2010 that totaled more than 80,000 deaths and devastated the cities affected, including the Cathedral in Port au Prince.
This proposal was developed for the international contest held by dioceses of the United States of America.





Assim como o edifício antigo, a tradicional planta em cruz latina herdada da era paleocristã, é o ponto de partida do projeto.

Like the old building’s design, the traditional Latin cross, inherited from the Paleochristian Era, is the floor plan of the project. 


Os 4 rios do paraíso que brotam das extremidades do edifício encontram-se sob o altar - o centro da liturgia - com linhas que remetem a uma embarcação, ilustrando a cultura marítima de porto príncipe.  Sobre ele a Cruz - árvore da vida - é banhada pelo sol nascente originado da rosácea, carinhosamente herdada da antiga fachada. 

  “Four rivers of the paradise” flow from the ends of the building to the altar - the center of the liturgy – crafted with lines that refer to a vessel, illustrating the maritime culture of Port-au-Prince. Above the altar, the Cross - the tree of life - is bathed by the rising sun through the original rose window, lovingly inherited from the old facade.



Ao lado o Ambão eleva-se para a proclamação da palavra [Ambão do grego Anabaino que significa elevar-se], envolto das 4 asas do tetramorfo [4 evangelistas]. 

Aside, the Ambo rises to the proclamation of the Word, wrapped around the wings of tetramorph.


A abside, elemento herdado da Basílica paleocristã, foi preparada para receber a capela do santíssimo. Em suas extremidades além das capelas da reconciliação, da sacristia e da administração temos a Chambre archevêque Mgr Joseph Serge Miot, que trata de um memorial ao terremoto e a antiga catedral.

The apse, was prepared to receive the holy chapel. To its extremities, in addition to the reconciliation chapels, the sacristy and the administration hall, we have the “Chambre Archeveque Mgr Joseph Serge Miot”, who is a memorial to both the earthquake, and the old Cathedral.





Na entrada o adro faz a transição do profano para o sagrado, e logo encontramos o primeiro sacramento materializado no batistério.

At the entrance, the atrium makes the transition from profane to the sacred, and soon we found the first sacrament materialized in the baptistery.


 A torre que avisa a boa nova e nos convida para a ecclésia [palavra latina que significa reunião que originou a palavra Igreja] tem como significado a cruz que fincada ao solo deixa claro a intenção de se evangelizar, e de unir o povo de Deus em torno do corpo de Cristo. Ela também da acesso a um mirante sobre a nave, que culmina na imagem do Cristo crucificado também herdado da antiga Igreja.

The tower that brings the good news and invites us to the Ecclesia - as the cross nailed to the ground - has the meaning of the clear intention to evangelize and unite the people of God around the body of Christ. It also gives access to a lookout over the ship, that culminates in the image of Christ crucified, also inherited from the ancient Church.




O principio compositivo dos pilares e arcadas segue uma releitura dos padrões góticos.

The compositional principle of the pillars and arches follows a rereading of gothic patters.


















quinta-feira, 29 de novembro de 2012

■ Projeto x Realidade

Uma frase ecoa nos canteiros de obra: "O papel aceita tudo". Esta traduz inúmeras falhas do sistema produtivo da arquitetura no Brasil. Projetos que servem somente como um guia geral, deixando a maior parte das decisões para a obra, sendo que sua verdadeira função é de um manual de instruções de como "montar" tal obra.


Hoje com a evolução das ferramentas computacionais, se constrói antes virtualmente para depois se gerar as plantas e cortes. Este sistema se chama building information modeling BIM - apesar de meu escritório utilizar tal sistema desde 2009 e o setor alardear como o futuro da construção - sua implementação caminha a passos lentos. 

O BIM ajuda a resolver boa parte dos problemas de projetos. A obra será simulada virtualmente em sua totalidade, dando noção ao cliente de como será após construída. 



Como ficou claro na palavra "ajuda", o BIM system não resolve nada, ele é só uma ferramenta, que nas mãos do arquiteto deveria fazer diferença. Porém na arquitetura existe um enorme desnível entre os profissionais, o BIM para a incompetente maioria não fará muita diferença.

Muitos duvidam ao ver uma bela maquete digital [como comercial da simulação computacional da obra] de que o resultado realmente será aquele. 


Vejamos algumas obras do que foi apresentado ao cliente e o que foi executado.


■ CASA ÁTRIO | Jurerê Fpolis.SC
Projeto/Execução: Arq Eduardo Faust

Projeto

Obra Finalizada





■ IGREJA SANTA TERESA DÁVILA | Teresópolis.Aguas Mornas.SC
Projeto/Execução Arq Eduardo Faust | Execução Arq Thiago Dorini e Eng José Freitas

Projeto

Obra Finalizada


 ■ IGREJA SÃO MIGUEL E SANTA RITA | Areias. São José.SC
Projeto/execução Arq. Eduardo Faust

Projeto


Obra Finalizada


■ TRIBUNAL PLENO | Tribunal de Justiça de Santa Catarina | Fpolis
Projeto/Execução Arq Eduardo Faust, Arq Lucas Pavei

Projeto

Obra Finlizada


■ MEDTOOLS Distribuidora de Produtos Hospitalares | Camboriu.SC
Projeto/Execução Arq Eduardo Faust | Execução Arq. Fernanda Salvagni

Projeto
Obra Finalizada
Obra Finalizada
Projeto e Obra Finalizada

Projeto
Obra Finalizada

Projeto

Obra Finalizada




 ■ IGREJA MATRIZ SANTA CRUZ | Areias. São José.SC
Projeto/execução Arq. Eduardo Faust


Projeto

Obra Finalizada
Projeto

Obra Finalizada




■ CASA 70s | Campeche.Fpolis
Projeto/execução Arq Eduardo Faust

Projeto


Obra Finalizada


Projeto
Obra Finalizada

sábado, 29 de setembro de 2012

■ O que é um ÍCONE

Estou aqui publicando na íntegra duas matérias que falam muito bem do assunto. Elas são de autoria do virtuoso artista sacro e iconógrafo Walter Welington, link do blog Atelier Santa Cruz.

Observações sobre a matéria.:
O filme Andrei Rublev (1966) de Andrei Tarkovsky é uma boa dica para entender a história do Iconógrafo.


ANDREI RUBLEV | Anunciação , Catedral da Anunciação 1405


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Conforme a definição técnica, ícone é a representação de uma personagem ou cena em pintura sobre madeira, não raro recoberta de um metal precioso (geralmente ouro), ela própria considerada sagrada e objeto de culto. A palavra “ícone” deriva do grego eikóna , que quer dizer “imagem, representação, gravura ou figura” O novo testamento aplica esta palavra a Cristo, quando diz que “Ele é a imagem do Deus invisível” (Cl 1,15).

Não se pode definir o ícone somente pelos aspectos exteriores, seria limitá-lo demais. Nele une a teologia, a arte, a liturgia e uma tradição canônica em sua confecção que remonta os primeiros séculos do cristianismo nascente. Podemos dizer, então, que é uma pintura, geralmente portátil, de gênero sagrado, executada sobre madeira com uma técnica particular, segundo uma tradição transmitida pelos séculos.Os ícones são parábolas dogmáticas, por isso eles não são belos como as obras de arte, mas como a própria verdade. E a verdade dispensa explicações, porém a explicação da verdade não elimina seu mistério.


“Enfim, Deus revela Sua Face Humana,
a Palavra se torna objeto de contemplação”
(Pavel Evdokmov)


“O ícone transcreve pela IMAGEM
a mensagem evangélica
que a Sagrada Escritura
transmite pela PALAVRA”
(Catecismo da Igreja Católica, 1160)
A PALAVRA SE FAZ IMAGEM
Os ícones haurem toda sua significação do mistério da Encarnação do Filho de Deus. Ele próprio, o ícone, a imagem do Deus invisível, é o molde ou modelo, segundo o qual se deve esculpir na alma a Imagem da Divindade que nos criou até “atingir o estado de homens feitos, de acordo com a idade madura da plenitude de Cristo” (Ef 4,13). Pois que cada ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1,26s; 5,1). Nesse sentido, com a Encarnação do Filho de Deus torna-se possível descrever sua imagem baseando-nos nos aspectos históricos, culturais e geográficos de sua época.

No contexto histórico firma-se sua humanidade, nascimento, infância, fase adulta e morte. O aspecto cultural exprime os traços idéias da pessoa de Cristo Deus-Homem: a figura do Bom Pastor, Cristo Mestre, Taumaturgo, Doador da Vida, dentre outros. Os traços geográficos revelam sua etnia e costumes.


A IMAGEM ACHIROPITA
São chamadas Achiropita, isto é, “não feitas por mão humanas”, algumas imagens devidas a uma intervenção prodigiosa. No mundo ocidental é conhecido o relato de Verônica (vero + ícone = verdadeira imagem) que, segundo a lenda, enxugou o rosto de Cristo em sua passagem na via sacra, ou seja, enquanto Jesus era conduzido ao Gólgota para lá ser crucificado. Conta tal episódio que ela, compadecida das dores de Cristo, quis enxugar o seu rosto que se encontrava ensanguentado devido o flagelo e teve a surpresa de ver impresso no linho a Sagrada Face.
No mundo oriental o Achiropita conhecido é o Mandillyon, nome aramaico e árabe que significa “toalha”. Tradicionalmente designa o linho sobre o qual Cristo imprimiu milagrosamente os traços de seu rosto e que mandou ao rei Abgar V, de Edessa, atual Urfa, na Turquia.
Outra imagem “não feita por mão humana” é o tão conhecido Santo Sudário, única ainda conservada. É aquela que José de Arimatéia e Nicodemos envolveu o corpo de Jesus retirado da cruz e o banhou com uma mistura de mirra e aloés, como os judeus costumavam sepultar. Este relato se encontra na Sagrada Escritura, no evangelho de S. João (19, 38-42; 20, 3-8).


S. LUCAS, O PRIMEIRO ICONÓGRAFO MARIANO
Enquanto as primeiras imagens de Jesus Cristo foram impressas de forma prodigiosa, ou seja, “não feita por mão humana”, a tipologia mariana foi inspirada por S. Lucas. Segundo uma antiqüíssima tradição a Mãe de Deus teria posado, segurando o menino-Jesus no colo, para que o evangelista a pintasse inspirado por Deus (assim representado por um anjo). O produto dessa imagem seria o modelo de todos os ícones marianos que subsistem.
O primeiro a acolher, por escrito, a tradição da autoria lucana dos ícones da Mãe de Deus foi o escritor grego Teodoro, o Leitor, no século VI, eu sua “História Eclesiástica”. Remontando uma tradição corrente no século V, ele narra a transferência do ícone de Hodghítria, de Jerusalém para Constantinopla, por iniciativa da Imperatriz Eudóxia, e registra que essa tradição atribuía a venerável imagem a São Lucas.
É perceptível pela comparação dos evangelhos sinóticos que S. Lucas busca tratar do tema da infância de Jesus com mais detalhes e, nisso, inclui sua mãe e, por isso, podemos concluir a veracidade do fato de que ele foi o primeiro a escrever em imagem (iconógrafo: ícone, “imagem” + grafo, “escrita”), senão em madeira, ao menos em rolos de pergaminhos.

O ICONÓGRAFO

O autor de ícones é chamado iconógrafo, que significa “aquele que escreve ícones”. Em relação ao artista, não se diz, portanto, que pinta ícones, mas que os escreve.
No passado, o iconógrafo era, sobretudo, um monge, enquanto familiarizado com a vida espiritual: na oração, no silêncio, na ascese, no jejum. Ele mergulhava no mundo ultraterreno e, vivendo em companhia dos santos, podia melhor exprimir o rosto e o mistério. O costume da oração e da disciplina monástica se tornava, assim, importantes componentes da ação do artista. Como modelo exemplar de monges iconógrafos, citamos: Andrei Rublev e Dionísio de Furná.
A igreja ortodoxa, ao lado de várias ordens dos santos: confessores, mártires, doutores, virgens etc., coloca também os santos iconógrafos, cuja arte é considerada um testemunho evidente de santidade. Entre eles enumera-se Santo Alípio, pintor de ícones do mosteiro das grutas de Kiev e o, já citado, Santo Andrej Rublev, canonizado pela Igreja eslava.
O Concílio Moscovita dos “Cem Capítulos” (1551) traça um exigente perfil do iconógrafo, apontando as qualidades que se deve cultivar e os defeitos a serem evitados: “o pintor de ícones deve ser humilde, dócil, piedoso, pouco falante, não zombador, não briguento, não invejoso, não beberrão, não gatuno e deve conservar a pureza da alma e do corpo”.

A ORAÇÃO E O JEJUM

Em nossos dias não há uma exigência de que seja, o iconógrafo, um monge, mas que esteja intimamente ligado à sua Igreja local e que tenha uma vida íntima de oração, pois ao pintor diz respeito somente o aspecto técnico da obra, mas toda a sua organização (diátaxis, portanto, disposição, criação, composição) pertence e depende claramente dos Santos Padres.
Logo, sem oração, o iconógrafo encontra-se morto para o mundo espiritual e ainda que possuísse perfeitamente a técnica do ícone, a sua obra sempre seria sem alma.
Existe um modelo específico de oração para o iconógrafo iniciar o seu trabalho e que se encontra nos manuais de iconografia:

“Oh Divino Mestre! Ardoroso artífice de toda a criação. Ilumina o olhar do teu servo, guarda o seu coração, rege e governa a sua mão para que, dignamente e com perfeição, possa representar a Tua Santa imagem. Para a glória, a alegria e a beleza da Tua Santa Igreja”.

E, enquanto é executada a obra, mentalmente, invoca-se ininterruptamente o nome de Jesus, na breve oração:

“Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de mim”.
O melhor jejum para o iconógrafo é o da visão, pois, conforme o dizer popular: “os olhos são as janelas da alma”, é pelo sentido da visão que se pode entorpecer diretamente a alma pura. Nesse sentido a busca pela face do Senhor, conforme canta o salmista: “Tenho os olhos sempre fitos no Senhor” (Sl 24, 15), santifica a visão e o interior e o fortalece no cumprimento do seu ofício de “escritor” da imagem sacra.

O SERVIÇO DIVINO

O iconógrafo é um missionário da beleza incriada. Sua missão é tornar visível com traços e cores o espiritual, ou seja, o Divino.
O homem que cria imagem de culto não é um artista no nosso sentido. Não cria, mas serve à presença, contempla. A imagem de culto contém algo. Está em relação com o dogma, o sacramento, a realidade objetiva da Igreja. O artista de imagens de culto requer uma e missão por parte da Igreja. Seu serviço será um ministério.

AS REGRAS DO ICONÓGRAFO

I. Antes de iniciar o trabalho, faça o sinal da cruz, ora em silêncio e perdoa os teus inimigos;
II. Faça várias vezes o sinal da cruz durante o trabalho, para fortificar-se física e espiritualmente;
III. Conserva o teu espírito longe das distrações e o Senhor estará perto de ti;
IV. Cuide de cada detalhe do teu ícone como se trabalhasse diante do próprio Senhor;
V. Quando escolher uma cor, eleve interiormente tuas mãos ao Senhor e peças conselho;
VI. Não sejas invejoso do trabalho do teu próximo;
VII. Terminado o teu ícone, agradeça ao Senhor, porque a Sua misericórdia concedeu a possibilidade de pintar as Santas Imagens;
VIII. Seja tu mesmo, o primeiro a orar diante do teu ícone;
IX. Jamais esqueças:
- a alegria de difundir os ícones no mundo;
- teu trabalho deve ser de felicidade;
- tu serves, comunicas e cantas a Glória do Senhor através do teu ícone.

domingo, 16 de setembro de 2012

■ IGREJA SR BOM JESUS - ITAJAI | Autor Arq Ed.Faust


Paróquia São Cristovão | Pároco Pe Nelson Tachini SCJ
Sagrado Coração de Jesus | Dehonianos 



 Location: Salseiros, Itajaí, Santa Catarina, Brazil
Autor: Arq.Eduardo Faust
Architecture : FAUST■arquitetura
Liturgical Furniture Design: FAUST■arquitetura
Lightning Design: FAUST■arquitetura
Project Year: 2012


O que é, ou o que não é,  patrimônio histórico arquitetônico? Este sempre foi um tema polêmico e difícil. A Igreja Católica sempre desempenhou um papel fundamental na conservação de bens culturais no mundo, porém vemos que quando se trata de obras idealizadas no século XX, os organismos do estado acabam por ter maior consciência de preservação que a própria Igreja.  

A Igreja Sr Bom Jesus data do início dos anos 40, com uma linguagem bem definida de uma pequena basílica românica [planta em forma de cruz latina, nave, transepto, abside, arcos plenos ao longo de toda sua fachada].  Muitas das Igrejas desta época são demolidas ou completamente remodeladas.


Considerando o valor arquitetônico da obra como eminente patrimônio histórico, a reforma teve como meta valorizar o interior do edifício, que nitidamente não foi projetado e/ou executado com o mesmo cuidado que seu volume externo. Enquanto vemos na fachada uma harmonia entre arcos e aberturas, no interior as mesmas parecem estar desconectadas de qualquer relação compositiva. O desleixado retábulo do presbitério não condiz por exemplo com cuidado que se teve ao planejar o coroamento da torre.

Além disso temos algumas intervenções que esfriam do espaço sagrado: vidros coloridos,  forro de pvc, as paredes lisas pintadas de branco, iluminação branca homogênea.

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█ PROJETO

Nave - Antes da Reforma




Presbitério inserido na Abside da Igreja | ANTES

Presbitério projetado para melhor visualização da nave | DEPOIS




Pedra Angular

"(...) tem como alicerce os apóstolos e os profetas e como pedra angular, o próprio Cristo Jesus"
Ef 2.20-22

Pedra angular ou chave é a aduela central de arco ou de uma abóbada, no arco cruzeiro exatamente sobre o altar foi enfatizada a sua presença, simbolizando o Cristo.   

As faixas de pedra são uma constante na linguagem sacra, utilizadas desde as Igrejas bizantinas elas podem ser vistas em todos estilos posteriores.

Igreja de São Salvador em Chora na Turquia Séc.XIII. Bizantino Tardio


Antes
     
Depois
Os arcos aplicados na abside dão destaque a imagem do Sr Bom Jesus.



 No exterior a Igreja possui falsas pilastras que organizam a composição das aberturas, porém no interior o mesmo não acontecia, não havendo composição entre as aberturas no interior. Sendo assim foram criados as mesmas falsas pilastras e arcos no interior organizando estas aberturas.  


  
Fachada Atual

Antiga Iluminação


Novo Projeto Luminotécnico