Autor | Arquitetura Sacra

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Arquiteto e Urbanista, sócio fundador do escritório FAUST arquitetura (2005). 

Graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina UFSC (2004). Pós-graduado em Espaço celebrativo-litúrgico e arte-sacra na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Minas Gerais FAJE (2010). 

Assina a autoria de 128 Igrejas, 50 salões paroquiais, 46 centros pastorais, 12 sedes de ação social, 12 casas paroquiais e 11 secretarias paroquiais, em 13 estados, 83 cidades no Brasil e no México. 

Também participou em outros projetos e obras como consultor. Ministra palestras e Cursos em Arquitetura Sacra. Escreve artigos para a revista Paróquias e Casas Religiosas de São Paulo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

■ O arquiteto e o arquiteto sacro... "A forma segue o significado"

As formas, os cálculos, os fluxos, os sistemas, os materiais, as normas legais, a função dos elementos contidos, a função dos elementos que contem, o clima, a produção, a estética, a logística, a inovação, a acessibilidade, a sustentabilidade, o custo benefício, a viabilização, etc. A composição arquitetônica exige de seu autor sensibilidade e conhecimento multidisciplinar.

O saber arquitetônico pós-moderno intensificou sua relação com a filosofia e a psicologia, aumentando ainda mais o leque antes baseado na arte e na engenharia. Na construção de templos temos a soma de outra disciplina a este combinado, a ciência da religião.

Um edifício igreja deve seguir conceitos e técnicas como qualquer outra arquitetura, porém sua base deve encontrar-se na liturgia e no simbolismo. Este simbolismo é guiado por uma história de mais de dois mil anos, as decisões arquitetônicas são embasadas nos conceitos do Cristianismo - nenhuma forma deve ser gratuita.

O conceito: “a forma segue a função” [pertencente à arquitetura modernista] guiou e ainda guia as decisões arquitetônicas. Fazendo analogia de tal conceito, aos templos, podemos dizer que: “a forma segue o significado”; “a forma segue a liturgia”; “a forma segue a beleza” ou temos: “o significado é uma função”; “a liturgia é uma função”; “a beleza é uma função”.

Logo ao desenhar uma igreja os conceitos de funcionalidade são enriquecidos pelo significado [simbolismo], liturgia [comunicação com Deus], beleza [o divino]. A liturgia é definida pelos documentos relacionados ao Concílio Vaticano Ecumênico II, o significado [simbolismo] está na sagrada escritura e na filosofia cristã, a beleza está na arte sacra e no entendimento sensível da busca do sagrado; do mistério; de Deus.

Texto retirado da monografia "Igreja de Nossa Senhora Aparecida da Cidade de São José. Processo de Criação e Análise Arquitetônico-Litúrgica do Edifício" de minha autoria.