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Arquiteto e Urbanista, sócio fundador do escritório FAUST arquitetura em 2005, trabalhando no mercado de arquitetura, engenharia e design. Graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC em 2004.Pós-graduado em Espaço celebrativo litúrgico e arte-sacra na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia [FAJE].
Assina a autoria de 108 Igrejas, 22 salões paroquiais, 18 centros de evangelização, 5 sedes de ação social e 8 casas paroquiais, em 13 estados, 57 cidades no Brasil e no México. Além disso participou em outros projetos e obras como consultor. Ministra palestras e Cursos em Arquitetura Sacra. Escreve artigos para a revista Paróquias e Casas Religiosas de São Paulo.


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arq.Eduardo.Faust | CAU A44041-8 | FAUST arquitetura | CAU 33490-1

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

■ O DESENHO E OS CUSTOS

A forma de uma construção e de seus cômodos implica na quantidade de material utilizado.

No post anterior tratei dos custos da Igreja Nossa Senhora de Guadalupe. Aqui teremos mais um motivo do porque de seu preço estar abaixo dos índices.

Começarei pelo índice de compacidade, que é algo simples: Se construirmos um círculo de 100m² e depois um retângulo de 100m², veremos que será gasto mais tijolos no retângulo.




Forma da Planta Área Perímetro perímetro / área I.Compacidade
01 Circular 100,00 35,44 0,35
02 Quadrada 10x10 100,00 40,00 0,40 0,886
03 Retangular 5x20 100,00 50,00 0,50 0,708
04 Retangular 4x25 100,00 58,00 0,58 0,611
05 Retangular 2x50 100,00 104,00 1,04 0,347

Analisando o índice: paredes curvas custam 30% a mais que paredes retas, pelas dificuldades de execução. Logo, o índice de compacidade ideal é o de 0.886.

Paredes externas com esquadrias são responsáveis por 20% a 25% do custo total da obra. A quantidade de paredes internas [e a compacidade dos ambientes] está diretamente ligada a aumento de custos. Porem está quantidade não interefere na área total da obra.

Os elementos verticais [as paredes devidamente finalizadas, esquadrias e pilares] são responsáveis por 50% do total de custos mas não computam na área total. Sendo que a área total é o número utilizado para se mensurar os custos de uma obra [CUB].

Elementos horizontais [lajes, telhados, pisos e vigas] são responsáveis por 25% do total de custos.

Outros 25% do total estão em instalações, isso significa que um banheiro tendo 3m² ou 10m² gastará os mesmos 25% do total.



Utilizando estes dados veremos que: Se uma casa [dois quartos, dois banheiros, sala, cozinha e lavanderia] de 100m² possuir o investimento de R$ 100.000,00, aumentando essa casa para 200m² [mantendo os mesmos ambientes alterando somente a área dos mesmos] ela passará a custar R$ 150.000,00 e não R$ 200.000,00.

Isso significa que se ponderarmos todos dados chegaremos que: X aumento de área, equivale a  X/2 aumento de custo.

Logo, duas casas de 100m² com mesmo nível de acabamento, terão custos bem diferentes conforme o número de ambientes e a geometria deles.

O tema é longo, várias outras decisões de projeto são decisivas para redução de custos aconselho aos profissionais o livro "O custo das decisões arquitetônicas" de J.L.Mascaró. E aos que irão construir que saibam este post tenha ajudado a saber cobrar dos profissionais tais decisões.


Estes são elementos que somam na importância da confecção do projeto e da contratação de profissionais com experiência.

Um comentário:

  1. Do mesmo autor tem um manual voltado para projetos de hospitais.
    http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/manuais/custos.pdf
    Achei que poderia ser interessantes para vocês.

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