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ARQ EDUARDO FAUST | CAU A44041-8

Graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina UFSC.
Pós-graduado em Espaço celebrativo-litúrgico e arte-sacra na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Minas Gerais FAJE.

Em 2005 fundou o escritório FAUST ARQUITETURA

Assina a autoria de mais de 200 construções ligadas a Igreja em mais de 90 cidades em 14 estados no Brasil e no México.

Ministra palestras e Cursos em Arquitetura Sacra.

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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

■ V Congresso Internacional de Arquitetura Religiosa Contemporânea | Santiago Chile

Do dia 23 a 27 de agosto de 2017 aconteceu o V CONGRESO INTERNACIONAL DE ARQUITECTURA RELIGIOSA CONTEMPORÁNEA no SALÓN DE HONOR e no PLANETARIO da UNIVERSIDAD DE SANTIAGO DE CHILE.

Santiago do alto do arranha céu, Costanera Center

Planetário Universidade de Santiago do Chile
Participaram do congresso arquitetos e historiadores dos países: Chile, Espanha, Portugal, Romênia, Hungria, Estados Unidos, Argentina, Equador, Peru, México, Itália e Brasil.

Salón de Honor, Universidade de Santiago do Chile

Com organização impecável do Arq Dr.Esteban Fernández-Cobián [Universidade da Coruña, Espanha] e do Arq Dr Rodrigo Vidal Rojas [Universidade de Santiago de Chile] o tema foi: Arquitectura protestante y Modernidad. Hitos, transferencias, perspectivas.

Aproveitando que em 31 de outubro de 2017 completa cinco séculos que Martínho Lutero pregou suas teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg (Alemanha), iniciando um processo revolucionário no cristianismo que marca a historia de Ocidente.


Um dos organizadores arquiteto chileno Dr Rodrigo Vidal Rojas · Universidad de Santiago de Chile 

Lección inaugural. Dra. Jeanne H. Kilde - University of Minnesota (EEUU). Protestant
Theologies and the Problem of 'Sacred Space': Divine/Human Relationships in American Churches since 1945

Lección magistral. Dr. Zorán Vukoszávlyev - Faculty of Architecture of Budapest University of Technology and Economics (Hungría). Space forming a community - community forming a space Architectural evaluation of idealized form for Protestant Churches in Europe after 1918


Forma, estructura y simbolismo: un proyecto moderno en Brasilia para la Iglesia Nacional Presbiteriana
Christian Michael Seegerer · Universidad Presbiteriana Mackenzie (São Paulo)

La predicación en la tradición calvinista. Un caso de estudio basado en templos presbiterianos en Santiago de Chile
Marcone Bezerra Carvalho · Universidad de Los Andes (Santiago de Chile)

Templos protestantes neogóticos e ingenieros civiles: entre la innovación constructiva, las inercias estilísticas y el simbolismo religioso
Iván San Martín Córdova · Universidad Nacional Autónoma de México

¿Son protestantes nuestras iglesias modernas? La recepción en España de la capilla del Politécnico de Otaniemi
Esteban Fernández-Cobián · Universidade da Coruña (España)


Protestant space-continuity. Architectural–structural–liturgical coherences of the hungarian
protestant church architecture in the 20th century
Eszter Baku, Erzsébet Urbán y Zorán Vukoszávlyev · Faculty of Architecture of Budapest
University of Technology and Economics

In the World, but not of It: Quaker Influences on Robert Venturi’s Chapel for the Episcopal
Academy
Andreea Mihalache · Clemson School of Architecture (EEUU)

Louis Kahn en Rochester. Arquitectura protestante y modernidad
Nuria González · Investigadora independiente (Madrid)

El Movimiento de Renovación del Arte Religioso Portugués (1952/67). Contaminaciones y transferencias
Bernardo Pizarro Miranda · Universidad de Lisboa (Portugal)

Protestantismo y movimiento liberal. La congregación metodista de El Divino Salvador en Pachuca, Hidalgo, Mexico
Héctor García Escorza · CIMA-UNAM, México

La forma central en edificios católicos y protestantes. Simbolismo, tradición e innovación para la
renovación de la arquitectura religiosa del siglo XX
María Diéguez Melo · Universidad Nacional de Educación a Distancia (España)

Expresiones del protestantismo en el Río de La Plata
Diana Beatriz Maggi · Facultad de Arquitectura y Diseño, UCALP (Argentina)

La tipología religiosa contemporánea: transferencias y variantes funcionales y espaciales en la
región Cordobesa
Rebeca Medina · Universidad Nacional de Córdoba (Argentina)

Lugares para el bautismo, reforma y modernidad en los decenios centrales del siglo XX. La mesa
duplice del Vaticano II y los tres polos litúrgicos del mundo protestante
Andrea Longhi · Politecnico di Torino


La reconstrucción de posguerra y la Modernidad como nexo ecuménico: Campo de Caso
(España), Bochum (Alemania) y Coventry (Inglaterra)
Noelia Fernández García · Universidad de Oviedo

Sacred Spaces – Light, Silence and Matter
José Fernando Gonçalves · Architect (Oporto)

El cine revivido
Alberto Sato Kotani, Gabriela Jiménez, Javiera Varas Schumacher (Universidad Diego Portales,
Chile) y Juan Vicente Pantín (Universidad Central de Venezuela)

La arquitectura moderna y la expresión religiosa protestante. Una propuesta teológica de Paul
Tillich y la expresión arquitectónica de Fábio Penteado
Márcio Antonio de Lima Junior · Universidade de São Paulo

La inserción espacial de la Iglesia Evangélica de confesión Luterana en Brasil y sus lugares de
culto. Del espacio de culto a la teología del lugar. Perspectivas para la actualidad
Éder Beling · Faculdades EST, São Leopoldo (Brasil)


El acento católico. El espacio sagrado conciliar y la influencia alemana y protestante – (Vía
SKYPE)
Rafael Ángel García Lozano · Universidad Pontificia de Salamanca

Taller Templos Comunitarios. Una experiencia docente e inter-religiosa en la Universidad Técnica
Federico Santa María
Freddy Bastías Gómez y Pablo Silva Gopfert · Universidad Técnica Federico Santa María,
Valparaíso

¿Qué arquitectura protestante 500 años después?
Rodrigo Vidal Rojas · Universidad de Santiago de Chile

Lección de clausura. Dr. Michael J. Crosbie - Faith & Form (EEUU). Defining the sacred.


Ao final foram feitas visitas a 10 obras religiosas em Valparaíso e Santiago, parte delas com os arquitetos autores no local explicando suas obras.

Arq Eduardo Faust (Brasil), Tradutora Carla (Chile). Dr Michael Crosbie (Estados Unidos), Arq José Fernando Gonçalves (Portugal), Dra Andreea Mihalache (Roménia), Dr Andrea Longhi (Itália), Dr Esteban Cobian (Espanha)

 Templo Bahá’í, Peñalolén / Hariri Pontarini Architects (2002/16)

 Mosteiro dos Beneditinos, Martín Correa y Gabriel Guarda osb (1962/64)
Catedral Metropolitana de Santiago, Joaquín Toesca, Matías Vásquez de Acuña, Ignacio Cremonesi (1748/1800)

Igreja Luterana da Santa Cruz, Cerro Concepción / Irmãos BliederHaüser (1897)
Capilla del Espíritu Santo, Puente Alto / Cazú Zegers (2006)

 Igreja Union Church, hoje Templo Presbiteriano, John Livingstone (1870)

Capilla San Alberto Magno / Juan Pavez Aguilar y José Requesens Aldea (2014)



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domingo, 21 de maio de 2017

■ Como redesenhar uma Igreja antiga respeitando sua história




■ Igreja da pequena São Pedro Apóstolo de Gaspar

Na cidades de Olinda, Salvador, Ouro Preto e Petrópolis é possível observar expoentes do patrimônio arquitetônico brasileiro dos séculos XVI, XVII, XVIII, XIX.  No início do século XX a arquitetura neoclássica eclética ainda era o padrão para edifícios públicos, sendo ao longo deste século complemente substituído pelo modernismo [estilo internacional].  Igrejas pequenas deste período específico vem sendo destruídas ou reformadas ao estilo da arquitetura comercial local.

A Igreja Nossa Senhora do Rosário faz parte deste período [paróquia foi criada em 1907] que em 1880 a freguesia de São Pedro Apóstolo de Gaspar [Itajaí] tornou-se um distrito do novo município de Blumenau.

Naquelas décadas pequenas localidades careciam que construtores com conhecimento arquitetônico, sendo grande parte das obras construídas de forma sólida porém de pouco valor artístico arquitetônico.  A matriz do bairro barracão foge em partes a essa regra, possuindo uma bela torre, uma composição volumétrica equilibrada e uma abside de semi octógono.

Porém não se pode falar o mesmo de seu interior que possui um espaço tanto sem valor arquitetônico como espacialmente pouco apropriado para celebração. Parte pela obra em si, parte pelas reformas feitas o longo de mais de 100 anos. Sua fachada lateral também não possui o mesmo cuidado estético que a frontal.

O desafio de intervenção foi aumentar a capacidade da Igreja sendo que o valor arquitetônico estava na torre e na abside [frente e fundos] além de suas espessas paredes laterais de alvenaria portante técnica construtiva padrão para grandes edifícios na época.


■ Finalizando uma obra 100 anos depois

Antes de iniciar a proposta devemos escolher entre dois caminhos opostos  O Contraste, ou A Consonância.  O Contraste pode ser: discreto, somente funcional colocando a arquitetura antiga como a verdadeira obra ou pode ser imponente, sendo tão grandioso quanto a obra original.

Vemos intervenções de Contraste imponente nas Igrejas europeias do século XVII, período em que  grande parte das Igrejas paleocristãs, românicas, renascentistas transformam-se em barrocas. A famosa catedral gótica de Milão possui frontões barrocos. De Contraste discreto um belo exemplo é a pinacoteca de São Paulo.

O Consonante pode ser uma réplica, uma restauração, buscando somente algo que já tenha sido construído ou projetado e não executado, como no caso de Igrejas demolidas por guerras ou como na intervenção na Catedral da Sé em São Paulo que finalizou elementos do projeto original.

Dentro do Consonante temos ainda: A Atualização; que também é uma reforma relativamente discreta que respeita o estilo e os elementos arquitetônicos, porém com liberdade de criar elementos novos subordinados a estética existente. Igrejas antigas adaptadas ao rito do concílio vaticano II  recebem esta Atualização. Novos elementos são criados em completa consonância com os antigos.







■ Proposta em consonância a linguagem inicial.

Dos conceitos citados acima foi adotado a intervenção Consonante e de Atualização para o projeto.

A solução foi aproveitar os anexos construídos depois da obra original, que formam uma planta em T com o presbitério em sua intersecção.

Uma ala deste T foi aproveitada para criar uma segunda assembléia e na outra aproveitou-se o pé direito duplo para fazer a capela do santíssimo e o coro [equipe de canto] sobre ele em um mezanino. Além de duas sacristias.

A estrutura da cobertura de madeira estava condenada por anos de umidade excessiva. Aproveitou-se ao desenhar a nova estrutura metálica para substituir o forro horizontal para algo que lembra o forro curvo original. Ampliando o espaço e elevando o pé direito sem intervir nas paredes existentes.

A estética de arcos ogivais e pilastras que delimitam os diferentes módulos marcam a fachada do edifício, tais elementos compositivos foram reproduzidos nas fachadas laterais e no interior da Igreja.

O resultado foi que apesar de termos demolido e redesenhado 70% da edificação, todos que conversei [até os mais antigos membros da comunidade] identificaram a intervenção como uma restauração, continuaram vendo ali sua antiga igreja.

■ Inauguração

Dia 21 de maio de 2017 aconteceu a missa de Dedicação da Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário em Gaspar SC, presidida pelo bispo diocesano de Blumenau Dom Rafael Biernaski.






















  


■ Localização | Gaspar – Santa Catarina
■ Diocese de Blumenau - Paróquia Nossa Senhora do Rosário
■ Pároco | Vilmar Tabares
■ Autor | Arq Eduardo Faust
■ Projetos | FAUST arquitetura & engenharia
■ Equipe | Arq Gustavo da Luz; Arq Renato Campos;

segunda-feira, 24 de abril de 2017

■ Viagem à Ravena. Origem da arquitetura bizantina paleocristã.



Ravenna é a capital da província de Ravenna região de Emilia-Romagna, cituada no nordeste da Itália.

O período mais importante de Ravenna começa quando ela se torna a terceira capital do império romano do ocidente em 402. Com o fim do império em 476 o rei da Itália Odoacerus [Odoacro] mantem a capital.

Em 493 após longo conflito o vice-rei Teodorico toma a cidade, nos mais de 30 anos de governo ele constrói parte das grandes obras da cidade.

Em 540 entra em Ravenna o exército bizantino, colocando o fim do reinado dos godos. É neste período sob o domínio de Justiano I que a cidade viveu seu esplendor, o grande legado artístico e arquitetônico que hoje apreciamos descendem desta época.

Com o fim do império romano a cidade entra em declínio e ao longo dos anos é abandonada, o livro História de Ravenna vendido na cidade diz "Até a primeira metade do século XIX Ravenna segue sendo uma das províncias mais deprimidas e esquecidas da Itália setentrional."



Interessante é entender que o declínio de Ravenna foi importante para a preservação pois ao contrário de cidades prósperas como Roma ou Milão seus patrimônios bizantinos paleocristãos não foram convertidos em barrocos nos séculos XVII e XVII.

Ravenna é patrimônio cultural da humanidade segundo a UNESCO.

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Após está breve introdução histórica vamos algumas curiosidades da viagem.

Itália é um dos países que mais trás visitantes para suas terras; para cidades famosas como Roma, Veneza, Milão, Florença, etc... Ravenna neste cenário é tida como uma cidade pouco turística. Vemos indícios disso no fato de não haver trem de alta velocidade para lá, a cidade mais próxima é Bologna.




Eu sai de Firenze [Florença] para Bologna e lá segui a Ravena. As diferenças nos usuários do trem ficaram claras, quando embarquei para Ravenna o idioma italiano ficou mais presente, ficando nítido que se tratava de passageiros regulares que para um turista é muito interessante, pois o turismo massivo de cidades como Roma e Firenze dificulta um pouco uma apreciação mais imersiva.


A grande importância de Ravenna na arte e arquitetura sacra está na preservação da arquitetura paleocristã também chamada de bizantina, sendo considerada o início da arquitetura Românica.



 Basilica di San Vitale 
Os mosaicos da Basílica são referencia para arte sacra e em especial bizantina. Sua construção é contemporânea a Basílica Santa Sophia em Constantinopla [Istambul] - na época capital do império bizantino - e ambas são construídas com planta radial com cúpula central, uma variação das basílicas retangulares.














  







 Museu Nacional de Ravenna 
Nas antigas instalações do mosteiro beneditino de São Vital está o museu nacional de Ravena, formado de 3 claustros. Seu acervo é composto desde arte helênica












 Mausoléu de Galla Placidia 
No mesmo terreno da Basílica está o mausoléu de imperatriz Galla Placídia.








  Basilica Sant Apollinare In Classe
Próximo a Ravena está a cidade de Classe, lá está localizada uma das obras mais importantes da arte e arquitetura paleocristã, a Basílica de São Apolinário.














Túmulo de San Apollinari


 Chiesa Santa Maria Maggiore.
Faz parte do conjunto arquitetônico da Basilica di San Vitale.





 Chiesa San Giovanni Evangelista 



 





 Battistero degli Ariani






 Battistero Neoniano






 Piazza e monumento a Anita Garibaldi
Minha família é oriunda e a maior parte vive no sul do estado de Santa Catarina, na região a cidade de maior valor histórico é Laguna ao qual sua ilustre filha é Anita Garibaldi - heroína de dois mundos. Caminhando por Ravenna descubro que assim como Dante Alighieri ela morreu aqui, e encontro uma Piazza Anita Garibaldi e o monumento a Heroína de dois mundos em frente ao Liceo Clássico Dante Alighieri.




  Basilica Sant Francesco e a Tumba de Dante Alighieri 
O escritor da Divina Comédia viveu seus últimos 3 anos em Ravena, a convite do príncipe Guido Novello da Polenta.



Via Guido Novello da Polenta.

Basilica Sant Francesco



 Mausoleo di Teodorico
Um pouco afastado do centro histórico da cidade o mausóleo fica próximo ao parque Rocca Brancaleone.



  

Rocca Brancaleone



 Cattedrale della Risurrezione di Nostro Signore Gesù Cristo
A catedral é um exemplo de Igreja que foi reformada e "atualizada" ao estilo de outros tempos, como o barroco.










Não fotografei tantas outras belas obras que visitei como a Igreja de São Apolinário Novo; museu arcebispal, etc...

Para quem quiser conhecer a origem da arte cristã, vá a Ravena.
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Bônus:
Aconselho a Piadina de Sququerone [tipo de mussarela da região] com prosciutto do restaurante La Piadina del Melarancio.



Arq Eduardo Faust

Na bibliografia usei além do E.H Gombrish:
The Pelican History of Art [Early Christian and byzantine arch] do Richard Krautheimer.
Ravena Ciudad de Arte Edizioni Salbaroli.