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ARQ EDUARDO FAUST | CAU A44041-8

Graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina UFSC.
Pós-graduado em Espaço celebrativo-litúrgico e arte-sacra na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Minas Gerais FAJE.

Em 2005 fundou o escritório FAUST ARQUITETURA

Assina a autoria de mais de 200 construções ligadas a Igreja em mais de 90 cidades em 14 estados no Brasil e no México.

Ministra palestras e Cursos em Arquitetura Sacra.

sábado, 21 de agosto de 2010

■ DO ESBOÇO AO PROJETO FINAL




Cliente - Eu preciso construir uma igreja e procurei um arquiteto para fazer a planta dela, como procedo?
Arq - O primeiro passo é a elaboração do projeto arquitetônico. Faremos uma reunião de obtenção de dados para o programa de necessidades e aspirações do senhor em relação a obra. Nesta reunião marcamos uma data para a apresentação do projeto preliminar e assim darmos andamento aos trabalhos. Antes da reunião faremos uma visita ao terreno.

Após tal conversa o cliente desliga o telefone e pensa...... "Do que trata exatamente um projeto arquitetônico?" "O que é um Projeto preliminar?" "programa de necessidades?" "Primeiro passo? quais são os próximos?"

Coleta de dados.: Lista detalhada do que a comunidade e o Pároco esperam da obra [ambientes, capacidade, espaços, detalhes de usos específicos, etc.]. Visita ao terreno[Levantamento topográfico, sondagem]. Dados de ordem legal [prefeitura, bombeiros e vigilância sanitária].

A elaboração do programa de necessidades, é a lista de ambientes [internos e externos] da obra e de seu entorno, e a relação entre eles.

Com esta base de dados surge o Projeto Preliminar. Que consta todos dados de como será a arquitetura do edifício, porém o projeto não estará pronto para ser executado, pois falta um documento detalhando sua construtibilidade. Estes documentos são os projetos executivos, primeiro o arquitetônico e na sequência: o estrutural, o luminotécnico, o hidro-sanitário, o elétrico e o preventivo contra incêndio.

O nome "projeto preliminar" não é o melhor termo para se falar sobre, pois acaba por parecer um projeto não finalizado; embora este seja a arquitetura em si - a materialização da ideia do autor de como será o edifício. É nesta etapa que se percebe a qualidade da arquitetura produzida.


 Desenho de concepção e detalhes construtivos Igreja Matriz Santa Cruz [São José SC] autor Arq Eduardo Faust
 Desenho de concepção do campanário do Santuário Imaculado Coração de Maria [Nova Andradina MS] autor Arq Eduardo Faust

Volumetria - Igreja Matriz Santa Cruz [São José SC] autor Arq Eduardo Faust
 
A etapa dos esboços [croquis] é uma das que mais demanda tempo, pois são os estudos do arqutieto para a formulação do partido arquitetônico.


Estudos volumétricos maquete virtual do Santuário Imaculado Coração de Maria [Nova Andradina MS] autoria Arq. Eduardo Faust.
Conceito e simbologia. Santuário Imaculado Coração de Maria [Nova Andradina MS]  Autor Arq. Eduardo Faust.

Com auxílio dos croquis, "testa-se" a volumetria do edifício com maquetes [físicas ou virtuais].
 
Croquis, maquetes, plantas baixas e cortes esquemáticos são apresentados ao cliente. Havendo aprovação deste, parte-se para o projeto executivo.



O projeto executivo, que é formado pelo projeto arquitetônico e pelos projetos complementares [estrutural, hidrossanitário, elétrico, preventivo contra incêndio], é o documento em que constam os dados técnicos para execução da obra. Este visa racionalização e planejamento da construção, fazendo com que as possibilidades sejam pensadas ainda no papel, minimizando erros e desperdícios no canteiro; aumentando a produtividade e gerando economia.

Fragmento do projeto executivo arquitetônico - Igreja Matriz Santa Cruz [São José SC] autor Arq Eduardo Faust

Proposta Finalizada. Santuário Imaculado Coração de Maria [Nova Andradina MS]  Autor Arq. Eduardo Faust.
Proposta Finalizada. Santuário Imaculado Coração de Maria [Nova Andradina MS]  Autor Arq. Eduardo Faust.





Altar Igreja Matriz Santa Teresinha [Timbó SC]  Autor Arq. Eduardo Faust.





Video.:



segunda-feira, 5 de julho de 2010

■ MOBILIÁRIO SAGRADO | Design Arq.Eduardo.Faust

Temos no presbitério as 3 peças básicas do mobiliário na liturgia: Altar, Ambão e Sédia. Para os já iniciados no assunto soa óbvio, mas, tratam-se de peças sagradas, que possuem normas liturgico-canônicas para sua confecção.

O desenho destas peças deve ser pensado antes mesmo da concepção do edifício no caso do altar, a igreja é construída para abriga-lo. Outro elemento que deve seguir o mesmo princípio porém não faz parte dos elementos básicos é a Pia ou Fonte Batismal.

Os elementos da liturgia possuem uma bibliografia vasta sobre seus significados e de indicações de uso. Logo, não tratarei de especificar estes conteúdos, e sim os conceitos das peças por mim desenhadas, tendo como presuposto que o leitor ja entenda do assunto, ou iniciar quem quiser estudar mais sobre. Ao final do post proponho algumas bibliografias.




■ MOBILIÁRIO LITÚRGICO



■ Altar.:
Granito maciço e de acabamento rústico enfatiza a nobreza do material, além de deixar claro o significado de solides que a peça deve exprimir. A beleza e a elegância da peça, esta no seu desenho, limpo e leve, que baseia-se na proporção áurea. Tudo isso para traduzir o sentido de simplicidade formal sem pobreza de composição e de beleza sem ostentação .
A linha em baixo relevo na horizotal, enfatiza a idéia de mesa.



Igreja Matriz Santa Cruz, Áreias, São José.SC. Autor Eduardo Faust

Igreja Matriz São Sebastião, Japurá.PR. Autor Eduardo Faust

Igreja Matriz São Sebastião, Japurá.PR. Autor Eduardo Faust


Igreja Matriz Santa Cruz, Áreias, São José.SC. Autor Eduardo Faust



Sédia.:
Utilizando o mesmo material do altar a cadeira da presidência possui desenho limpo e nobre. Acompanhada das cadeiras dos presbíteros. Exercendo hierarquia sobre elas.

Maquete - Igreja Matriz Santa Cruz, Áreias, São José.SC. Autor Eduardo Faust


Igreja Matriz São Sebastião, Japurá.PR. Autor Eduardo Faust


■ Pia Batismal.:
Circunscrita na forma vesica piscis que simboliza nascimento e criação, o batistério foi desenhado em forma de octógono pela simbológia do oitavo dia.



Maquete
Paróquia da Santa Cruz, Áreias, São José.SC. Autor Eduardo Faust

Obra Executada
Paróquia da Santa Cruz, Áreias, São José.SC. Autor Eduardo Faust



■ Presbitério.:
Composição do presbitério, ali vemos ainda o Ambão ao lado esquerdo.


Maquete Projeto
Paróquia da Santa Cruz, Áreias, São José.SC. Autor Eduardo Faust 
Obra Finalizado
Paróquia da Santa Cruz, Áreias, São José.SC. Autor Eduardo Faust
Paróquia da Santa Cruz, Áreias, São José.SC. Autor Eduardo Faust
Igreja Matriz São Sebastião, Japurá.PR. Autor Eduardo Faust

Igreja Matriz São Sebastião, Japurá.PR. Autor Eduardo Faust

■ Para saber mais.:
Livros.:
- O Local de Celebração - Arquitetura e Liturgia | Regina Celi de Albuquerque Machado
- O Deus da Beleza | Cláudio Pastro

- Ritual de Dedicação de Igreja e Altar | Igreja Católica, Papa Paulo VI



quinta-feira, 10 de junho de 2010

■ MADEIRA, porque usar?

■ Porque o uso da madeira na construção civil causa menos impacto ao meio ambiente?

Quanto mais a fundo entrarmos em questões ambientais chegamos a conclusão de que, a cada construção, existe uma destruição, logo, temos que pensar como fazer essa "destruição" de forma menos prejudicial ao meio ambiente.

O impacto ambiental está relacionado a toda cadeia produtiva de cada material. 
Se formos construir 4 pavilhões idênticos, um primeiro com estrutura de madeira, outro de concreto armado, outro de aço e um último de alumínio. Assim teremos a grosso modo uma comparação.

Comparando a energia despendida [simbolizado por ▓) na fabricação dos materiais até o final da obra, verifica-se a seguinte proporção:
■ Estrutura de Madeira – 1x 
■ Estrutura de Concreto armado [pré-fabricado] – 6x ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓
■ Estrutura Metálica [aço] – 16x ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓
■ Estrutura Alumínio – 160x ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓ ▓
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Arquiteta Beatriz Meyer Capela em Tatuí, SP
Cobertura leve com beiral de até 3m


■ Que classe de madeira
causa menor impacto ambiental?

As madeiras de reflorestamento, como eucalipto e pinus
elliottii são espécies de corte rápido e de replantio, sua produção é sustentável [temos poréns pelo fato do eucalipto consumir muita água e minerais do solo. Estas madeiras não possuem a mesma qualidade e resistência que as madeiras vulgarmente chamadas de "madeiras de lei", tendo de ser utilizadas em partes específicas das obras. As madeiras de reflorestamento necessitam de tratamento CCA ou CCB com autoclave para seu uso na construção civil, os custos do tratamento dobram o preço destas espécies, mas mesmo com esse acréscimo seus preços são os mais acessíveis do mercado.
A forma correta de se adquirir madeiras de lei é utilizando o corte controlado, com manejo florestal, famoso pelo selo FSC [Forest Stewardship Council ou Conselho de Manejo Florestal]



Arquitetos Marta Rowińska & Lech Rowiński Capela em Tarnów, Polônia
Estrutura e fechamento de Pinus


■ Durabilidade da madeira?O templo de Horyu-Ji na cidade de Nara no Japão, foi construído no ano 700, e 20% de suas madeiras ainda são originais. No brasil temos exemplos de construções com mais de 200 anos de madeira nativa.


O Fotógrafo Nego Miranda e a arquiteta Maria Wolff lançaram recentemente um livro entitulado Igrejas de Madeira do Paraná, com imagens de construções do século XIX e início do XX.





■ Os insetos Xilófagos [cupins e brocas]?


Madeiras de baixa resistência a xilófagos possuem o tratamento adequado com CCA e CCB. É facilmente encontrado no mercado, como Pinus ou eucalipto autoclavado. O tratamento torna a madeira resistente ao fungo do apodrecimento, contra cupins e brocas.


As madeiras de Lei são resistentes a ataque de xilófagos. A exceção acontece quando a madeira permanece constantemente com com altos índices de umidade, fazendo com que fungos se proliferem apresentando sinais de apodrecimento tornando a madeira apta ao consumo dos insetos.



Arquitetos Eduardo Faust e Thiago Dorini
Igreja de Santa Teresa D'ávila. Águas Mornas, SC
Forro de de angelin garante o conforto termo-acústico






quarta-feira, 21 de abril de 2010

■ IGREJA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA | PROJETO Arq Eduardo Faust





CONCEITO

01 | VIRGEM MARIA

A Vesica Piscis é um símbolo universal na arte sacra, presente em muitas religiões, acumulando o mesmo significado: da criação, da concepção.
A forma deste edifício igreja representa a criação e o nascimento de Cristo por Nossa senhora de Fátima. A Vesica piscis é o ventre de Maria, Jesus no Altar e os fiéis na assembléia, todos filhos de Nossa Senhora.




02 | O ALTAR E A MARKABAH

A centralidade da liturgia está no cenáculo, um templo é construído para celebrarmos Cristo, cumprindo o rito da santa ceia. O Altar pode também ser chamado de: Quadrado do Mundo, Centro da Terra, condução de Deus.
Por estes motivos temos o altar no ponto exato central da Igreja [centro da terra e centro da liturgia]
Em toda estenção longitudinal da cobertura do templo, temos uma claraboia desenhada com vitrais, contando a historia de Nossa Senhora. Ao centro deste vitral inserido numa vesica piscis temos o Pantocrator. Exatamente disposto sobre o altar ele faz a comunicação entre o divino [patocrator inserido numa forma originada do círculo divino] com o terreno [o altar quadrado forma que simboliza o terreno] Simbolizando o Altar [Jesus] a Markabah [condução de Deus].

03 | 4 RIOS DO PARAÍSO

Do altar brotam os 4 rios do paraíso que originam os oceanos da terra que trazem o sustento. Na simbologia do templo trás o alimento espiritual.
Além de acentuar a centralidade e dar destaque ao Altar, a cruz na planta do edifício simboliza os 4 rios citados.


04 | LINGUAGEM

Com o Concílio Vaticano II temos a volta às origens da igreja católica, assim devemos dispor somente dos elementos necessários para a celebração, sem interferência de objetos que não estejam ligados a liturgia. Algo simples, porém, belo. Algo Belo mas sem ostentação. Deve-se tomar cuidado, para que esta “limpeza” no templo não o transforme num espaço frio e estéril.
Em relação a linguagem arquitetônica, o mesmo tratado indica que a Igreja deva estar em sintonia com seu tempo.
Partindo destes princípios, o Templo foi desenhado com linguagem contemporânea, ilustrando a imagem de seu tempo. Com o auxílio do uso dos materiais, buscou-se não a linguagem das antigas igrejas, mas sim o seu calor, seu aconchego, seu silêncio, sua experiência de Deus.







quinta-feira, 15 de abril de 2010

■ PANTOCRATOR

Em muitos momentos deste blog a figura do Pantocrator será citada.
Veja a análise feita por mim com a orientação de Dom Ruberval OSB.




■ DESCRIÇÃO

Imagem em auto/baixo relevo esculpida provavelmente em uma pedra, o fato da imagem estar em preto e branco, dificulta esta análise. A composição da escultura é baseada um eixo vertical de simetria, com detalhes distintos ao longo deste eixo. O eixo citado é baseado na simetria de um homem que se encontra ao centro da figura. Este homem está envolvido por uma vesica piscis (ou mandala= amêndoa) com seus vértices no eixo central da figura. A parte inferior da vesica piscis está delicadamente apoiada sobre uma base, sobre esta base encontram–se dois personagens: a esquerda um Touro e a direita um Leão. No ponto superior a esquerda da vesica piscis encontra-se uma Águia e direita um Anjo. Estes 4 personagens formam os vértices de um retângulo imaginário que a vesica piscis está inserida. O embasamento está alinhado em ambas laterais.

As linhas que desenham a vesica piscis são adornadas com motivos geométricos, em seu módulo parece intercalar: um círculo com outro círculo em seu interior > um losango com outro losango em seu interior.

■ Descrição dos 5 personagens citados:

■ Homem ao centro

Cabelos longos repartidos ao meio tipo capacete, sem barba [imberbe] nem bigode. Atrás de sua cabeça encontrasse um circulo limitado pela vesica piscis, inserida neste circulo encontra-se uma possível cruz. Ele está vestido com túnica e sandálias, um detalhe da roupa que cai sobre seu ombro esquerdo evidencia a sua barriga grande. A Sua mão direita [a esquerda do observador] esta entendida á altura de seu ombro com a palma virada para que possamos ver. Os dedos: médio, indicador e polegar estendidos, pela imagem não pode se notar se estão levemente flexionados ou não. Os dedos: mínimo e anelar então abaixados. Este gesto faz com que sua mão saia do limite da vesica piscis que o envolve. A sua mão esquerda [a direita do observador] está sobre um livro aberto, mostrando as páginas do mesmo, o livro está apoiado sobre sua coxa esquerda. A outra perna está disposta de forma mais descansada. Ele está sentado num trono. O acento do trono possui adornos uma borda com motivos geométricos e o restante com outro padrão de motivos geométricos. Pode-se visualizar parte do encosto que também é ricamente adornada.

■ Águia [a cima - a esquerda]


É representada de perfil com a cabeça voltada para o centro e seu olho para focalizar o rosto do homem ao centro. Em sua cabeça vemos uma aureola e atrás existe um elemento compositivo que aprece ser sua asa erguida, ela faz um desenho que fecha o retângulo e toca a vesica piscis na parte superior.

■ Anjo [a cima - a direita]

É representado de frente e se acomoda como se estivesse escorado na vesica piscis. Com a cabeça levemente virada para o centro ele olha para o rosto do homem ao centro. Em sua cabeça vemos uma aureola, a partir de suas costas vemos uma asa que toca a ponta da vesica piscis fechando o retângulo. Em suas mão ele abaixo de seu braço esquerdo ele segura algo que não consigo descrever.

■ Touro [a baixo - a esquerda]

É representado de perfil e está voltado para o lado esquerdo da figura [para o lado de fora] Sua cabeça está voltada para esquerda [para fora] para onde também direciona seu olhar. Podemos ver uma asa à frente que cobre todo seu corpo e vemos a sua segunda asa nos fundos erguida fechando o retângulo. Ele possui aureola.

■ Leão [a baixo - a direita]

É representado de perfil e está voltado para o lado direito da figura [para o lado de fora] Porém sua cabeça está voltada para esquerda direcionando seu olhar a cabeça do homem ao centro da figura. O corpo está dividido em duas texturas diferentes, a traseira parece ser de um leão e a frontal fica difícil de descrever. A cabeça também fica difícil de descrever, sendo mais próximo de leão. Sendo assim consideremos que é um leão.



■ INTERPRETAÇÃO

A figura é um Cristo Pantacrator [pantokrator] pintado muitas vezes no interior de cúpulas sobre o local onde os fieis recebem a comunhão. É o elemento que comunica o terreno ao divino. O pantocrator pela própria etimologia da palavra significa Todo poderoso, símbolos que fazem menção a este conceito estão dispostos na imagem, como veremos mais a frente.

O pantocrator é representado na maioria das vezes em busto, sendo o principal motivo a ênfase a sua expressão facial como “centro” da imagem. E mesmo sem cores e representado de corpo inteiro, o artista neste trabalho consegue manter a face como principal elemento. Simbologia dos personagens da figura: Jesus Cristo:


Na mão direita, Ele faz o com os dedos erguidos sinal do Deus trino [pai, filho, espírito santo] este sinal deve ser feito os dedos levemente flexionados simbolizando ternura. A acentuação do baixo relevo da divisão das falanges é um indício de que a imagem mostra isso. Os outros dois dedos flexionados simbolizam: verdadeiro homem/verdadeiro Deus...Jesus Cristo.




Com a mão esquerda ele mostra a Palavra de Deus. Em outras representações a Bíblia pode estar fechada ou num rolo, deixando claro que a principal simbologia é a palavra como um todo, e não a inscrição que aproveita-se para fazer nas páginas abertas; como

nesta figura. A vestimenta de Cristo é bela, porém pouco adornada, ela representa a beleza sem suntuosidade que a liturgia deve seguir.



A barriga de Jesus ilustra o feminino, cristo imagem do Deus-mãe, grávida da salvação humana. O trono ilustra a posição de quem preside algo, de quem lidera. A própria imagem ajuda a dar sentido a Sédia elemento básico da liturgia. A auréola mostra se tratar de uma divindade, os 3 traços aparentes no interior da auréola são da cruz que representa o sacrifício. Muitas vezes estes traços da cruz possuem inscrições que simbolizam Cristo, a figura de Cristo, como Filho de Deus é utilizada para representar Deus, pois Ele é a imagem visível do Deus invisível.


O rosto de Cristo expressa o esquema de Rudolf Otto do:

- Deus Tremendum: Temor [tremendum], Poder [Majestas] e Energia [Orgé].

- Deus Fascinans: Santo [Augustos], Prudência [Sebastus]

O leão somado ao anjo, e a águia, são elementos que representam o homem. O leão exprime os sentimentos; a águia o intelecto; o anjo a espiritualidade.


■ SIMBOLOGIA:

O círculo representa o divino e o quadrado o terreno. Pois o quadrado se origina a partir do círculo. Nesta figura vemos o círculo representado pela vesica piscis que é gerada a partir da intersecção de dois círculos, e o quadrado por um retângulo. A vesica piscis simboliza o arquétipo de todas as formas de existência do Mundo Imanente. Jesus inserido no interior da figura simboliza Cristo a imagem de Deus criador.

Todos elementos simbólicos inseridos no interior da vesica piscis fazem menção ao divino, assim como os personagens na periferia da vesica piscis ilustram o terreno. Da forma como estes personagens se organizam origina-se o retângulo. Logo, quando os elementos terrenos buscam as formas do divino, cria-se uma nova forma harmônica com a que lhe deu origem. A passagem do divino pelo terreno é ilustrada pela mão direita que atravessa a elipse. Simbolizando obviamente a passagem do verdadeiro homem, verdadeiro Deus pela terra.


■ SAIBA MAIS.:
■ ■ Blog Dom Ruberval OSB
http://livroquadrado.blogspot.com/