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ARQ EDUARDO FAUST | CAU A44041-8

Graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina UFSC.
Pós-graduado em Espaço celebrativo-litúrgico e arte-sacra na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Minas Gerais FAJE.

Em 2005 fundou o escritório FAUST ARQUITETURA

Assina a autoria de mais de 200 construções ligadas a Igreja em mais de 90 cidades em 14 estados no Brasil e no México.

Ministra palestras e Cursos em Arquitetura Sacra.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

■ A Triste História dos Budas de Bamiyan

bamiyan-buddhas.jpg
A 230 quilômetros da capital Kabul no Afeganistão, foram erguidos dois monumentos que séculos depois a UNESCO os consagrou como patrimônios da humanidade. O primeiro com 37 metros de altura foi finalizado no ano de 507 e o segundo com 55 metros data de 554, até o século XX foi a maior estátua de Buda de pé, e a segunda maior do mundo, sendo superada somente pelo Buda de Leshan [China].
escoces Sir Alexander Burnes Bamian_Buddha_1833_ilustracao.jpgIlustração de 1833 do escocês Sir Alexander Burnes.
Entalhados nas rochas do vale de Hazarajat, seus detalhes foram modelados com estuque, vemos vestígios deste sistema nos buracos em seus membros, que eram espaços que abrigavam estacas de madeira que serviam para estabilizar estes detalhes.
Do século II até o século IX, Bamiyan foi um lugar de vários mosteiros Budistas, e um próspero centro da arte Greco-Budista. Monges viviam em pequenas cavernas esculpidas nas rochas embelezando-as com estatuários e coloridos afrescos.
07_pintura no interior de uma gruta do conjunto dos budas de bamiyan.pngAfrescos no interior das cavernas
11_uma das cavernas do conjunto de bamiyan_3.png
People_of_Bamyan-5.jpg
5.jpgBamiyan
Buddhas_of_Bamiyan_1885-desconhecido.jpgIlustração de 1885, autor desconhecido.
BamyanBuddha_Smaller_1.jpgBuda de 37 metros
A conquista Árabe no Afeganistão ocorreu no século XII por Mahmud de Ghazni que optou pela preservação das imagens. Ao longo dos séculos movimentos iconoclastas civis e governamentais ajudaram a destruir detalhes das imagens, o imperador Aurangzeb [1618-1707] efetuou ataques militares.
Em Julho de 1999, Mullah Mohammed Omar emitiu o decreto "O governo considera as estátuas de Bamiyan como um exemplo de uma grande fonte de renda em potencial para o Afeganistão de visitantes estrangeiros. O Talibã declara que as estátuas de Bamiyan não devem ser destruídas mas protegidas."
Bamiyan_buddha.jpgBuda e as cavernas nas rochas
pan_boda_maior.jpg
the-bamian-buddhas-or-lack-thereof.jpg
bamian_buddha_street1.jpgEstudos para restauração na década de 70
Com a difusão dos costumes radicais fundamentalistas no Afeganistão, os clérigos em março de 2001 declaram: "Baseado no veredito dos membros do clero e da decisão da Suprema Corte dos Emirados Islâmicos (Talibã) todas as estátuas na área do Afeganistão devem ser destruídas. Elas são respeitadas agora e podem se tornar ídolos no futuro. Somente Alá, o Todo-Poderoso, merece ser cultuado."
Embaixadores de 54 membros de estados da Organização da Conferência Islâmica, incluindo o Paquistão, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, uniram-se em protesto para a preservação dos monumentos.
Em março de 2001 os Budas de Bamiyan foram destruídos com dinamite e bombardeio de tanques.
afgh05-022-082.jpgAtaque final a estátua maior
Taller_Buddha_of_Bamiyan_before_and_after_destruction.jpg
5352745-789357 (1).jpg

sexta-feira, 19 de julho de 2013

■ Entrevista Arq Eduardo Faust | Igreja Matriz Santa Cruz

Entrevista com o arquiteto Eduardo Faust, especialista em arquitetura sacra. Programa Missão Casa 16 - 8 de julho de 2013 - bloco 1 - TVCOM - RBS.TV SC.





quinta-feira, 18 de julho de 2013

■ Capela Divina Providência | Autor Arq Ed.Faust




No dia 14 de julho de 2013 foi inaugurada a revitalização da Capela da Casa Divina Providência que faz parte da rede de estabelecimentos assistenciais de saúde construídos e administrados pela Sociedade Divina Providência das Irmãs da Província Coração de Jesus.



Arquiteto Eduardo Faust especialista em espaço litúrgico foi o responsável e autor da obra, desenvolvida com o apoio do corpo responsável da SDP: madre provincial Ir. Maria Eliza, Ir. Enedir, Ir. Rosiléia, Ir. Elza entre outras.


A motivação para a reformulação do espaço foi a principio de ordem prática, pois, todo mobiliário foi executado em lâminas de compensado de madeira não resistente à insetos xilófagos, sendo que estes foram responsáveis pelo estado avançado de fragilização estrutural das peças.

Presbitério antes da reforma. Retábulo, altar e ambão datam dos anos 90. Confeccionados em compensado e resina de baixa qualidade, estavam estruturalmente  condenados pelo nível alto de deterioração por insetos xilófagos e com os adornos descolados. 


Além disso, podemos afirmar que estas peças citadas não possuíam valor histórico, pois datavam da década de 1990, sendo concebidas desconectadas das orientações do concílio vaticano II, vigente na época.

A imagem do Crucificado que data das primeiras décadas do século XX foi mantida e valorizada no novo projeto, assim como o sacrário. As imagens de São João e Nossa Senhora foram mantidas pelo valor artístico e simbólico.



Aproveitando o momento de renovação o espaço foi desenhado à luz do Concílio Vaticano II. A linguagem do mobiliário litúrgico segue linhas contemporâneas, de composição simples e leve, de beleza não ostensiva e de valorização do material em sua composição natural e verdadeira.

Altar - o centro da liturgia - possui um destaque especial, sendo desenhado de forma que nos remeta tanto ao altar do sacrifício como a mesa do grande baquete eucarístico.



Ambão, Sédia, Cruz, suporte do Sacrário e dos Santos foram desenhados obedecendo a mesma linguagem compositiva dando unidade a obra. O material escolhido foi o mármore travertino com acabamento levigado, sua escolha atendeu a equação: durabilidade+custo+funciolidade+beleza e em especial a simbologia de Cristo como a pedra angular.





O presbitério parte do principio cristocêntrico, ao centro vemos a Cruz - a árvore da vida - que alcança todo pé direito e seus braços as extremidades do espaço da abside, seu detalhamento faz com que a iluminação interna reforce o traçado do símbolo maior da Igreja Católica, assim como destaca a obra de arte sacra, a imagem do Crucificado ao centro.





A iluminação foi tecnicamente dimensionada para destacar os pontos importantes da liturgia. No forro da abside foi instalada uma luminária spot [focal] para cada peça do mobiliário litúrgico, naves laterais o mesmo ocorreu com as estações da via sacra. Na assembleia a iluminação foi redimensionada de forma adequada à leitura.


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Autor | Arq Eduardo Faust
Equipe de Projeto | Arq Eduardo Faust / Arq Wiliam Hodecker
Projeto arquitetônico | Faust Arquitetura
Projeto Mobiliário Litúrgico | Faust Arquitetura
Projeto Luminotécnico | Faust Arquitetura



domingo, 16 de setembro de 2012

■ IGREJA SR BOM JESUS - ITAJAI | Autor Arq Ed.Faust


Paróquia São Cristovão | Pároco Pe Nelson Tachini SCJ
Sagrado Coração de Jesus | Dehonianos 



 Location: Salseiros, Itajaí, Santa Catarina, Brazil
Autor: Arq.Eduardo Faust
Architecture : FAUST■arquitetura
Liturgical Furniture Design: FAUST■arquitetura
Lightning Design: FAUST■arquitetura
Project Year: 2012


O que é, ou o que não é,  patrimônio histórico arquitetônico? Este sempre foi um tema polêmico e difícil. A Igreja Católica sempre desempenhou um papel fundamental na conservação de bens culturais no mundo, porém vemos que quando se trata de obras idealizadas no século XX, os organismos do estado acabam por ter maior consciência de preservação que a própria Igreja.  

A Igreja Sr Bom Jesus data do início dos anos 40, com uma linguagem bem definida de uma pequena basílica românica [planta em forma de cruz latina, nave, transepto, abside, arcos plenos ao longo de toda sua fachada].  Muitas das Igrejas desta época são demolidas ou completamente remodeladas.


Considerando o valor arquitetônico da obra como eminente patrimônio histórico, a reforma teve como meta valorizar o interior do edifício, que nitidamente não foi projetado e/ou executado com o mesmo cuidado que seu volume externo. Enquanto vemos na fachada uma harmonia entre arcos e aberturas, no interior as mesmas parecem estar desconectadas de qualquer relação compositiva. O desleixado retábulo do presbitério não condiz por exemplo com cuidado que se teve ao planejar o coroamento da torre.

Além disso temos algumas intervenções que esfriam do espaço sagrado: vidros coloridos,  forro de pvc, as paredes lisas pintadas de branco, iluminação branca homogênea.

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█ PROJETO

Nave - Antes da Reforma




Presbitério inserido na Abside da Igreja | ANTES

Presbitério projetado para melhor visualização da nave | DEPOIS




Pedra Angular

"(...) tem como alicerce os apóstolos e os profetas e como pedra angular, o próprio Cristo Jesus"
Ef 2.20-22

Pedra angular ou chave é a aduela central de arco ou de uma abóbada, no arco cruzeiro exatamente sobre o altar foi enfatizada a sua presença, simbolizando o Cristo.   

As faixas de pedra são uma constante na linguagem sacra, utilizadas desde as Igrejas bizantinas elas podem ser vistas em todos estilos posteriores.

Igreja de São Salvador em Chora na Turquia Séc.XIII. Bizantino Tardio


Antes
     
Depois
Os arcos aplicados na abside dão destaque a imagem do Sr Bom Jesus.



 No exterior a Igreja possui falsas pilastras que organizam a composição das aberturas, porém no interior o mesmo não acontecia, não havendo composição entre as aberturas no interior. Sendo assim foram criados as mesmas falsas pilastras e arcos no interior organizando estas aberturas.  


  
Fachada Atual

Antiga Iluminação


Novo Projeto Luminotécnico













segunda-feira, 5 de março de 2012

■ VIDEO DO PROJETO IG. NS DO ROSÁRIO | AUTOR ARQ.ED.FAUST |






Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário
Paróquia NS do Rosário | Pároco Pe André Gonzaga

Architecture: FAUST■SALVAGNI
Location: NS do Rosário, São José, Santa Catarina, Brazil
Principal in Charge: Arq. Eduardo Faust, Arq Fernanda Salvagni
Liturgical Furniture Design: FAUST■SALVAGNI
Lightning Design: FAUST■SALVAGNI
Project Year: 2012

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

■ INAUGURAÇÃO DA IGREJA MATRIZ DA SANTA CRUZ





■ INTRODUÇÃO - ESPAÇO E LITURGIA:
No primeiro milênio da história da Igreja Católica, as missas eram feitas com todos de pé ao redor da mesa da eucaristia, nela todos comungavam. A mesa da palavra encontrava-se próxima, onde o presbítero erguia-se para proclamar a palavra; sua cadeira da presidência estava de forma sóbria e simples formando esta tríade.

Os elementos fundamentais para celebração eram expostos de forma singela e com extrema beleza, a Igreja como edifício, era erguida com a função de abrigar-los; o centro da liturgia era facilmente identificado, assim como a verdade da palavra de Cristo.

Com o passar dos anos, os interiores das igrejas perderam o foco, tornaram-se espaços de adoração a santos, de pinturas virtuosas e de demonstração de status. Já não é fácil vislumbrar o centro [Cristo], isso faz com que haja uma busca de significado e valorização excessiva de elementos menores.

A reforma litúrgica do século XIX iniciou as mudanças que culminaram, na década de 60, no sacrosanctum concilio, Concílio Ecumênico Vaticano II, que em sua essência, busca o retorno as origens do culto católico, estruturado pela igual dignidade de todos fiéis.

No Brasil, em especial, o concílio possui uma revolução maior no modo de celebrar e organizar os espaços. A última grande reforma litúrgica da Igreja foi em 1563, no Concílio de Trento.

Logo, até 1964, o Brasil viveu somente uma liturgia, e o Concílio Vaticano II, é a primeira grande mudança que vivenciada desde a implantação do cristianismo no Brasil.

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■ SOBRE O NOVO INTERIOR DO EDIFÍCIO:
Pela luz que se faz no interior do corte na parede de fundos, vislumbra-se o símbolo maior da fé cristã, de forma simples e bela, símbolo que intitula a paróquia. A Santa Cruz.


A liturgia estrutura-se em três bases: Altar [mesa da eucaristia], Ambão [mesa da palavra], Sedia [Cadeira da presidência]. Estes 3 elementos foram desenhados com materiais e linhas semelhantes para revelar conceitos de; “simplicidade formal sem pobreza de composição” e de “beleza sem ostentação”.

O material utilizado ilustra o conceito de Verdade e solides. A Igreja católica tem Cristo como a única absoluta verdade. Sendo assim, o granito maciço e de acabamento bruto [levigado] foi o material empregado nas peças; mostrado aqui de forma crua e verdadeira.

O altar é o centro da Liturgia, ele no projeto ganha o destaque que as celebrações pedem. Seu desenho possui linhas elegantes, estruturadas na proporção áurea; alcançando na simplicidade a beleza; nos remetendo ao cenáculo; à mesa da santa ceia.

[Missa de consagração presidida pelo Arcebispo Dom Murilo Krieger]

A palavra Ambão vem de do grego Anabaino que significa “subir, elevar-se”, a Palavra que vem do reino dos céus. As linhas verticais e a forma que apontam para cima, ilustram tal conceito.

Nas celebrações o povo Deus está sob a presidência do ministro ordenado, que celebra “in Persona Christi”. Ele é o Cristo cabeça que tem na assembléia o seu corpo eclesial. Este conceito é materializado na Sedia ou Cadeira da Presidência, aqui desenhada com simplicidade formal, porém, com a escala necessária para que se alcance os conceitos citados.

O batistério foi desenhado em forma octogonal, fazendo referência ao oitavo dia, dia da ressurreição; é a nova criação do mundo em Cristo, o novo Adão; todos nascemos como Adão e é no batismo que somos resgatados. Este octógono está inscrito numa Vésica Piscis, um antigo símbolo presente em várias religiões que simboliza a criação, a origem.


A cultura e a tradição também foram respeitadas nesta obra, as belas obras de arte que fizeram parte por tanto tempo deste espaço, foram restauradas e possuem seu lugar junto ao presbitério.

Os patamares do presbitério focam na hierarquia dos elementos litúrgicos. O batistério encontra-se junto à assembléia, a capela do santíssimo e os santos, a dois degraus de altura.

No terceiro degrau, que busca o número 3, número do Deus trino – da santíssima trindade – temos altar e ambão. E, finalmente, no patamar mais elevado, a Sedia.

Nas laterais ao fundo encontra-se o ripado de madeira crua [retirada da antiga igreja], estes tem a função compositiva de emoldurar o presbitério, enfatizando os elementos ao centro. Estas estruturas ainda possuem a função de esconder a abertura criada para ajudar na ventilação cruzada.

Todos conceitos aqui citados são enfatizados pela iluminação cuidadosamente projetada, desde a luz amarela ao fundo, trazendo o conforto das cores quentes [cores do divino], as luzes focais que apontam os elementos litúrgicos. Este cuidado também pode ser visto na iluminação indireta da nave, que evita o ofuscamento para os usuários.


Com esta reforma a Igreja Matriz da Santa Cruz torna-se um exemplo a ser seguido, de templo que está em sintonia com os conceitos contemporâneos da Igreja católica e de espaço que conduz ao mistério em harmonia com a comunidade que o idealizou.

[acima] Arq.Eduardo Faust e Padre Leandro Rech
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01.3 | Layout e dados técnicos

■ A O projeto passou por uma reformulação do layout das salas anexas a nave. Foram criadas nas laterais do presbitério: Sacristia, capela do santíssimo e sala de controle de som e luz. Aos fundos: Capela da reconciliação [o antigo confessionário], sala de dízimo, Sacristia e sala de imagens.

■ Foi redimensionado e atualizado o sistema de sonorização.

■ A igreja antes da reforma tinha capacidade para 600 pessoas, foi construído um mezanino ao redor da nave com estrutura metálica, forros acústicos e detalhamentos de steel frame – dry wall e vidro laminado. Com o mezanino o edifício hoje conta 1000 pessoas sentadas.

■ Este projeto é a primeira etapa de execução de um projeto completo já pronto. Reforma do exterior do edifício com a criação da torre. Alas anexas com projetos para: Casa Paroquial, Centro de Evangelização e Salão paroquial.


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■ ANTES E DEPOIS



CHURCH OF THE HOLY CROSS
Igreja Matriz da Santa Cruz
Architecture: FAUST
Location: Areias, São José, Santa Catarina, Brazil
Principal in Charge: Arq. Eduardo Faust
Liturgical Furniture Design: FAUST
Lightning Design: FAUST
Structural Steel Engineering: Damiani Metal
Built Area: 1060.00 sqm [m²]
Project Year: 2008-2010
Photographs: Ro Reitz