A primeira etapa custou R$ 240.000,00 e foram reformados:
■ Cobertura de treliças e telhas metálicas
■ Forro
■ Pisos e patamares do presbitério
■ Mobiliário litúrgico [Altar, Ambão, Sédia, Suporte do Sacrário]
■ Peças litúrgicas [Cruz Processional, Sacrário, Cálice, Patena, etc.]
■ Imagens [Cristo, São Miguel e Santa Rita]
■ Via Sacra
■ Iluminação
NAVE DEPOIS
PRESBITÉRIO ANTES
PRESBITÉRIO DEPOIS
█ PRESBITÉRIO E ASSEMBLÉIA
A reforma foi efetuada sem alterar a estrutura do edifício, a nave foi expandida até a extremidade de fundos da construção, foram demolidas a antiga sacristia e depósitos, o ganho de área deu suporte para o desenvolvimento do novo presbitério e ao crescimento da assembléia.
Liturgicamente o presbitério deve situar-se ao centro da igreja com a assembléia ao seu redor. Quanto mais a distribuição da assembléia se aproximar desta conformação, mais apto a correta aplicação da liturgia o espaço estará. Este layout possui algumas dificuldades de aplicação por questões de ordem prática, sendo assim, os bancos foram dispostos formando um U, o Altar se projeto para o centro deste U. O papel do Altar como centro da liturgia fica evidenciado.
■ FOTOS DA INAUGURAÇÃO [fotos RoReitz]
A tríade litúrgica, a Cruz e a fonte batismal foram dispostos em linha, criando um eixo - este eixo contem os elementos da liturgia, - ele simboliza e define o centro da Igreja...Cristo.
Os patamares do eixo possuem sua simbologia conforme o elemento litúrgico locado:
- A cruz processional é fixada no nível da assembleia, para a que o gesto de fincar a Cruz ao solo seja repetido em todas celebrações;
- O altar está elevado somente um degrau, aproximando-o dos fiéis em seu redor;
- O Ambão como sua origem diz ele se eleva para a proclamação da palavra;
- A Sédia encontra-se no patamar mais alto do eixo: o Cristo cabeça e seu corpo eclesial;
Nas lateriais do eixo litúrgico temos as imagens dos padroeiros: São Miguel Arcanjo e Santa Rita.
A iluminação foi cuidadosamente planejada para que o ambiente possua a devida atmosfera que um templo exige, além do correto e sustentável dimensionamento do sistema.
A igreja de São Miguel Arcanjo em São José foi completamente reformada; tornando-a adequada a liturgia pós concílio Vaticano, além de torna-la mais funcional e confortável para os fiéis. Junto da igreja foram reformados: o salão paroquial e o centro de evangelização.
Centrarei está matéria na concepção da fachada, que envolveram os seguintes pontos e resoluções:
- O Sol que invade a igreja durante a celebração ofusca o celebrante e gera desconforto térmico no verão;
- Ao analisar a torre vi que sua estrutura está condenada, grande parte por culpa do sino que ao badalar, destruiu os fracos pilares executados. Sua armadura encontrou-se exposta e já oxidada.
- Troca da cobertura aumentará seu pé direito, dando uma escala mais adequada ao espaço. A torre atual não acompanharia tal proporção;
- Ausência de um átrio;
- Manter a linguagem existente, foi uma reivindicação da comunidade. Se olharmos bem para a arquitetura da Igreja, veremos que ela não possui pontos que possam caracterizar uma linguagem.
Assim, busquei os elementos de maior expressão do edifício no caso tijolos aparentes e arcos.

- Do ponto de vista da arte sacra, buscar alguma referência simbólica, no caso com seu padroeiro São Miguel, líder do exercito de anjos, guardião da Igreja.
Duas características básicas de São Miguel são suas e asas e sua lança as vezes substituída por espada.
O centro da Igreja é Cristo, muitas vezes em templos o símbolo maior é esteticamente suprimido por símbolos "menores" de santos. Fazer referência ao padroeiro na fachada de um templo é uma tarefa simbolicamente arriscada. Logo, busquei a referência que une São Miguel a Cristo, o papel de protetor do seu legado.
Tenho a torre da Igreja em forma de ponta de lança com a cruz na ponta.
Centrarei está matéria na concepção da fachada, que envolveram os seguintes pontos e resoluções:
- O Sol que invade a igreja durante a celebração ofusca o celebrante e gera desconforto térmico no verão;
- Ao analisar a torre vi que sua estrutura está condenada, grande parte por culpa do sino que ao badalar, destruiu os fracos pilares executados. Sua armadura encontrou-se exposta e já oxidada.
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| ■ Pilar da Torre |
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| ■ Sino interior do topo da Torre |
- Troca da cobertura aumentará seu pé direito, dando uma escala mais adequada ao espaço. A torre atual não acompanharia tal proporção;
- Ausência de um átrio;
- Manter a linguagem existente, foi uma reivindicação da comunidade. Se olharmos bem para a arquitetura da Igreja, veremos que ela não possui pontos que possam caracterizar uma linguagem.
Assim, busquei os elementos de maior expressão do edifício no caso tijolos aparentes e arcos.
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| ■ Igreja situação antes da reforma |

- Do ponto de vista da arte sacra, buscar alguma referência simbólica, no caso com seu padroeiro São Miguel, líder do exercito de anjos, guardião da Igreja.
Duas características básicas de São Miguel são suas e asas e sua lança as vezes substituída por espada.
| ■ Ícone do século XII | http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c9/Michael_Miracle_Icon_Sinai_12th_century.jpg |
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| ■ Igreja de São Miguel em Hamburgo |
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| ■ Catedral de São Miguel | http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/46/Cathedral_St_Michaels_Victory.jpg |
O centro da Igreja é Cristo, muitas vezes em templos o símbolo maior é esteticamente suprimido por símbolos "menores" de santos. Fazer referência ao padroeiro na fachada de um templo é uma tarefa simbolicamente arriscada. Logo, busquei a referência que une São Miguel a Cristo, o papel de protetor do seu legado.
Tenho a torre da Igreja em forma de ponta de lança com a cruz na ponta.
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| ■ Projeto torre em forma de Lança |











































No primeiro milênio da história da Igreja Católica, as missas eram feitas com todos de pé ao redor da mesa da eucaristia, nela todos comungavam. A mesa da palavra encontrava-se próxima, onde o presbítero erguia-se para proclamar a palavra; sua cadeira da presidência estava de forma sóbria e simples formando esta tríade.
Os elementos fundamentais para celebração eram expostos de forma singela e com extrema beleza, a Igreja como edifício, era erguida com a função de abrigar-los; o centro da liturgia era facilmente identificado, assim como a verdade da palavra de Cristo.
Com o passar dos anos, os interiores das igrejas perderam o foco, tornaram-se espaços de adoração a santos, de pinturas virtuosas e de demonstração de status. Já não é fácil vislumbrar o centro [Cristo], isso faz com que haja uma busca de significado e valorização excessiva de elementos menores.
A reforma litúrgica do século XIX iniciou as mudanças que culminaram, na década de 60, no sacrosanctum concilio, Concílio Ecumênico Vaticano II, que em sua essência, busca o retorno as origens do culto católico, estruturado pela igual dignidade de todos fiéis.
No Brasil, em especial, o concílio possui uma revolução maior no modo de celebrar e organizar os espaços. A última grande reforma litúrgica da Igreja foi em 1563, no Concílio de Trento.
Logo, até 1964, o Brasil viveu somente uma liturgia, e o Concílio Vaticano II, é a primeira grande mudança que vivenciada desde a implantação do cristianismo no Brasil.
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■ SOBRE O NOVO INTERIOR DO EDIFÍCIO:
Pela luz que se faz no interior do corte na parede de fundos, vislumbra-se o símbolo maior da fé cristã, de forma simples e bela, símbolo que intitula a paróquia. A Santa Cruz.
A liturgia estrutura-se em três bases: Altar [mesa da eucaristia], Ambão [mesa da palavra], Sedia [Cadeira da presidência]. Estes 3 elementos foram desenhados com materiais e linhas semelhantes para revelar conceitos de; “simplicidade formal sem pobreza de composição” e de “beleza sem ostentação”.
O material utilizado ilustra o conceito de Verdade e solides. A Igreja católica tem Cristo como a única absoluta verdade. Sendo assim, o granito maciço e de acabamento bruto [levigado] foi o material empregado nas peças; mostrado aqui de forma crua e verdadeira.
O altar é o centro da Liturgia, ele no projeto ganha o destaque que as celebrações pedem. Seu desenho possui linhas elegantes, estruturadas na proporção áurea; alcançando na simplicidade a beleza; nos remetendo ao cenáculo; à mesa da santa ceia.
[Missa de consagração presidida pelo Arcebispo Dom Murilo Krieger]
A palavra Ambão vem de do grego Anabaino que significa “subir, elevar-se”, a Palavra que vem do reino dos céus. As linhas verticais e a forma que apontam para cima, ilustram tal conceito.
Nas celebrações o povo Deus está sob a presidência do ministro ordenado, que celebra “in Persona Christi”. Ele é o Cristo cabeça que tem na assembléia o seu corpo eclesial. Este conceito é materializado na Sedia ou Cadeira da Presidência, aqui desenhada com simplicidade formal, porém, com a escala necessária para que se alcance os conceitos citados.
O batistério foi desenhado em forma octogonal, fazendo referência ao oitavo dia, dia da ressurreição; é a nova criação do mundo em Cristo, o novo Adão; todos nascemos como Adão e é no batismo que somos resgatados. Este octógono está inscrito numa Vésica Piscis, um antigo símbolo presente em várias religiões que simboliza a criação, a origem.
A cultura e a tradição também foram respeitadas nesta obra, as belas obras de arte que fizeram parte por tanto tempo deste espaço, foram restauradas e possuem seu lugar junto ao presbitério.
Os patamares do presbitério focam na hierarquia dos elementos litúrgicos. O batistério encontra-se junto à assembléia, a capela do santíssimo e os santos, a dois degraus de altura.
No terceiro degrau, que busca o número 3, número do Deus trino – da santíssima trindade – temos altar e ambão. E, finalmente, no patamar mais elevado, a Sedia.
Nas laterais ao fundo encontra-se o ripado de madeira crua [retirada da antiga igreja], estes tem a função compositiva de emoldurar o presbitério, enfatizando os elementos ao centro. Estas estruturas ainda possuem a função de esconder a abertura criada para ajudar na ventilação cruzada.
Todos conceitos aqui citados são enfatizados pela iluminação cuidadosamente projetada, desde a luz amarela ao fundo, trazendo o conforto das cores quentes [cores do divino], as luzes focais que apontam os elementos litúrgicos. Este cuidado também pode ser visto na iluminação indireta da nave, que evita o ofuscamento para os usuários.
Com esta reforma a Igreja Matriz da Santa Cruz torna-se um exemplo a ser seguido, de templo que está em sintonia com os conceitos contemporâneos da Igreja católica e de espaço que conduz ao mistério em harmonia com a comunidade que o idealizou.
[acima] Arq.Eduardo Faust e Padre Leandro Rech
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01.3 | Layout e dados técnicos
■ A O projeto passou por uma reformulação do layout das salas anexas a nave. Foram criadas nas laterais do presbitério: Sacristia, capela do santíssimo e sala de controle de som e luz. Aos fundos: Capela da reconciliação [o antigo confessionário], sala de dízimo, Sacristia e sala de imagens.
■ Foi redimensionado e atualizado o sistema de sonorização.
■ A igreja antes da reforma tinha capacidade para 600 pessoas, foi construído um mezanino ao redor da nave com estrutura metálica, forros acústicos e detalhamentos de steel frame – dry wall e vidro laminado. Com o mezanino o edifício hoje conta 1000 pessoas sentadas.
■ Este projeto é a primeira etapa de execução de um projeto completo já pronto. Reforma do exterior do edifício com a criação da torre. Alas anexas com projetos para: Casa Paroquial, Centro de Evangelização e Salão paroquial.
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■ ANTES E DEPOIS
CHURCH OF THE HOLY CROSS
Igreja Matriz da Santa Cruz
Architecture: FAUST
Location: Areias, São José, Santa Catarina, Brazil
Principal in Charge: Arq. Eduardo Faust
Liturgical Furniture Design: FAUST
Lightning Design: FAUST
Structural Steel Engineering: Damiani Metal
Built Area: 1060.00 sqm [m²]
Project Year: 2008-2010
Photographs: Ro Reitz