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ARQ EDUARDO FAUST | CAU A44041-8

Graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina UFSC.
Pós-graduado em Espaço celebrativo-litúrgico e arte-sacra na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Minas Gerais FAJE.

Em 2005 fundou o escritório FAUST ARQUITETURA

Assina a autoria de mais de 200 construções ligadas a Igreja em mais de 90 cidades em 14 estados no Brasil e no México.

Ministra palestras e Cursos em Arquitetura Sacra.

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

■ A IGREJA MAIS ALTA DO MUNDO

No final do século XIX e início do século XX os Estados Unidos, mais especificamente a cidade de New York, ilustra seu progresso na forma de edifícios de estatura elevada - os então chamados skycrapers [arranha-céus]. Estas obras dariam início a "corrida vertical", sendo que até cidades antigas como Paris entraram na disputa.

Construção do Empire States em New York



Na primeira década do século XXI, Emirados Árabes, China e Coréia do Sul fomentam e lideram uma nova e mais acirrada "corrida vertical", novamente temos países de economia forte em busca de ícones do progresso. Em 2011 foram finalizados 17 dos 100 maiores prédios do mundo.

Burj Khalifa: um dos maiores ícones da nova corrida vertical.

Os arranha-céus são descentes diretos dos Templos, nem tanto pela questão simbólica mas pela cultura da hierarquização vertical na paisagem urbana.

A torre tem como símbolo o chamado, a convocação para a reunião [mesmo que Ekklesia e Ecclesia, que dão origem a palavra Igreja] que anuncia a boa nova [mesmo que euangelion  que da origem a palavra evangelho]. Com tempo estas torres tornaram-se tornam-se símbolos das cidades.

A grande importância dos templos nas cidades faz com que o seu significado vá alem das questões sacras, sendo muitas vezes superado pelo papel político-social. Sendo assim a corrida vertical não é novidade existindo desde os Moais da Ilha de Páscoa até a era das grandes Catedrais na Europa. 

No mundo Cristão a lista das 50 maiores igrejas encontraremos somente igrejas posteriores ao século XIII era das grandes catedrais góticas.


■ O TEMPLO MAIS ALTO DO MUNDO

Mesquita de Hassan II que possui 210 metros é o templo mais alto do mundo, apesar da linguagem antiga a obra foi construída em 1989, com técnicas e materiais do final do século XX, numa época em que já existiam prédios como o Sears Tower [EUA, 1974] de 443 metros.

Mesquita de Hassan II

■ A IGREJA MAIS ALTA DO MUNDO

A Catedral [Luterana] na cidade de Ulm é a igreja mais alta do mundo com 162 metros, sua conclusão data de 1890 porém sua pedra fundamental foi oficializada em 1377. O projeto de sua torre é creditado ao arquiteto Ulrich Ensingen.

Catedral de Ulm





Catedral de Ulm em 1824 possuía 100 metros.


Ulrich compôs a igreja com 150 metros, porém a Catedral de São Pedro e Maria [Católica] na cidade de Koln [Colônia] iniciada em 1248 foi finalizada antes com 1880 com 157 metros, com isso algumas alterações foram feitas para que Ulm tivesse a maior igreja e estrutura do mundo.

Catedral de São Pedro e Maria




Ambos edifícios foram bombardeados pelos ingleses na segunda guerra mundial, a estrutura resistiu, porém até hoje manutenções decorrentes do evento são realizadas. São exemplos genuínos que marcam a era das grandes catedrais.


■ A IGREJA MAIS ALTA DAS AMÉRICAS

A igreja mais alta das Américas e a 30º do mundo, é a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória [Católica] na cidade de Maringá, no Brasil. Ela foi idealizada por Dom Jaime Coelho, projetada pelo arquiteto José Bellucci e teve sua construção efetivada entre 1959 e 1972. Com 124 metros é a única igreja dentre as 30 mais altas do mundo que possui desenho pós-moderno autoral.


Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória













segunda-feira, 21 de março de 2011

■ TORRE IGREJA SÃO MIGUEL ARCANJO | Autor Arq.Eduardo Faust

A igreja de São Miguel Arcanjo em São José foi completamente reformada; tornando-a adequada a liturgia pós concílio Vaticano, além de torna-la mais funcional e confortável para os fiéis. Junto da  igreja foram reformados: o salão paroquial e o centro de evangelização.

Centrarei está matéria na concepção da fachada, que envolveram os seguintes pontos e resoluções:

- O Sol que invade a igreja durante a celebração ofusca o celebrante e gera desconforto térmico no verão;
- Ao analisar a torre vi que sua estrutura está condenada, grande parte por culpa do sino que ao badalar, destruiu os fracos pilares executados. Sua armadura encontrou-se exposta e já oxidada.



■ Pilar da Torre
■ Sino interior do topo da Torre

- Troca da cobertura aumentará seu pé direito, dando uma escala mais adequada ao espaço. A torre atual não acompanharia tal proporção;

- Ausência de um átrio;

- Manter a linguagem existente, foi uma reivindicação da comunidade. Se olharmos bem para a arquitetura da Igreja, veremos que ela não possui pontos que possam caracterizar uma linguagem. 
Assim, busquei os elementos de maior expressão do edifício no caso tijolos aparentes e arcos.

■ Igreja situação antes da reforma



- Do ponto de vista da arte sacra, buscar alguma referência simbólica, no caso com seu padroeiro São Miguel, líder do exercito de anjos, guardião da Igreja.

Duas características básicas de São Miguel são suas e asas e sua lança as vezes substituída por espada.


■ Ícone do século XII | http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c9/Michael_Miracle_Icon_Sinai_12th_century.jpg
■ Igreja de São Miguel em Hamburgo

■ Catedral de São Miguel | http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/46/Cathedral_St_Michaels_Victory.jpg



O centro da Igreja é Cristo, muitas vezes em templos o símbolo maior é esteticamente suprimido por símbolos "menores" de santos. Fazer referência ao padroeiro na fachada de um templo é uma tarefa simbolicamente arriscada. Logo, busquei a referência que une São Miguel a Cristo, o papel de protetor do seu legado.

Tenho a torre da Igreja em forma de ponta de lança com a cruz na ponta.

■ Torre em forma de Lança

■ Torre proteje contra a insolação leste e cria o átrio. Além de abrigar o sino, agora com estrutura calculada para seu funcionamento com segurança.


■ Fachada após a intervenção